CRÍTICA | Com retorno morno Game of Thrones foca em reencontros para iniciar a batalha

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O maior Blockbuster da TV traz consigo enormes expectativas, então após dois anos de hiatus como preparação para a ultima temporada é quase decepcionante um primeiro episódio ser tão pacífico e monótono. Claro que faz total sentido quando um primeiro episódio serve para unir os núcleos, contar o que aconteceu no intervalo e traçar estratégias para o futuro. Mas quando se tem apenas 6 episódios e tanta coisa para resolver, parece até um desperdício um inicio de temporada assim.

O episódio Winterfell já começou com a certeza dos Caminhantes brancos, não existe mais uma possibilidade. Eles estão a caminho e todos já estão se preparando para isso. O retorno foi marcado por reencontros, alguns muito esperados como o de Arya com Jon Snow, que inclusive foi um dos momentos mais lindos e fofos do episódio. A ligação dos irmãos, embora agora amadurecidos e duro de tantas batalhas, trouxe o aspecto fofo e inocente que tanto faz falta na série. Um encontro aguardado desde a despedida deles na primeira temporada, não falaram sobre o passado, sobre o que fizeram nem sobre quem são agora, mas tão pouco já foi necessário para mostrar a ligação entre os personagens. A química entre os atores ajudou bastante a trazer esse momento para a realidade de fãs da casa Stark.

A dureza de Sansa, agora como verdadeira Lady de Winterfell mostra que a personagem amadureceu e sabe exatamente quais caminhos deve seguir, como deve comandar. Ao lembrar que não tinha como alimentar todo o exército, nem os dragões, ao ser a única que sabia que Cersei não iria de maneira alguma lutar ao lado deles, ao não aceitar piamente Daenerys em seu território, em sua casa.  Seu encontro com Tyrion, que antes fora seu marido, foi um ponto que era necessário ser trabalhado, um elefante branco que foi sabiamente resolvido. Embora com uma grosseria que não havia tanta necessidade, é impossível julgar a dureza de Sansa depois de tudo que ela já viu e passou.

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Outro encontro muito bem trabalhado e que dá continuidade ao arco de redenção de Theon foi ele resgatar sua irmã Yara, daquele mesmo barco que ele fugiu e a abandonou novamente. Theon tem um dos arcos mais bem trabalhados da série, um dos poucos que não sofreu com inconsistências ou graves falhas de roteiro, agora decidido a lutar por Winterfell e concluir sua redenção após a traição daqueles que, apesar de prisioneiro, era a família que conhecia.  Ao contrário de Theon, um arco que derrapou feio nesse retorno foi o da Cersei, a rainha que chegou no ponto que chegou jamais aceitaria ir para a cama com Euron Greyjoy ou qualquer outro homem que ela mesma não escolhesse, no mínimo o mataria ou o tornaria prisioneiro.

O casal Jon Snow e Daenerys parece um grande furo nesse roteiro já bagunçado, a química entre os personagens não existe, as cenas deles são desconexas, nenhuma menção a batalhas ou planos de ataque. O tempo de tela apertado e a série se dedica a mostrar algum tipo de evolução do casal que simplesmente não existe, nem faz sentido.

O retorno mais esperado dos últimos anos começou morno e com os mesmo problemas de roteiro que a série encerrou a sua sétima temporada em 2017, agora são apenas 5 episódios para definir o final desse caminho e saber quem ficará no trono de ferro governando os sete reinos.

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Autor do Post:

Yara Lima

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Uma das fundadoras da Tribernna, estudante de comunicação social, nordestina e periférica. Divide o tempo entre ler, dormir e escrever por ai!

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