CRÍTICA | A Netflix melhorou Lucifer?

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Desde  que a Netflix anunciou a compra dos diretos de distribuição e produção da série Lucifer ano passado com a depois que a FOX anunciou seu cancelamento, os fãs da série além do sentimento de euforia já que sua série favorita foi salva, eles também ficaram com medo de que ela perdesse sua essência. Ainda mais quando o streaming anunciou que a 4ª temporada teria apenas 10 episódios, diferente dos característicos 23 das temporadas anteriores.

No entanto é justamente essa mudança que tornou a série bem mais interessante nessa temporada. Os episódios estão menos cíclicos, bem mais ligados a trama central da série, com detalhes mais relacionados aos dramas dos personagens, além disso série não ‘enrola’ em seu enredo, as coisas acontecem em um ritmo bem mais acelerado do que nas temporadas anteriores. Além de trazer arcos bem mais interessantes para os personagens secundários, em especial a Amenadiel (D. B. Woodside) e Linda (Rachael Harris).

O tom da série mudou, se tornando um pouco mais sombria. Com uma classificação indicativa de 16 anos a série resolveu arriscar nesse aspecto, principalmente na violência e na nudez — tem bunda de Tom Ellis (Lucifer) pra tudo que é lado nessa temporada.

Com um orçamento bem maior e mais bem gasto do estava sendo na Fox, essa temporada conseguiu trazer efeitos especiais em ótima qualidade —melhor do que já foi mostrado —, ou seja, uma quantidade menor de episódios para produzir traz episódios com mais qualidade de produção.

Vamos ao enredo, nessa temporada Lucifer (Tom Ellis) tem de encarar sua dualidade, continuar em seu processo de mudança enquanto se envolve cada vez mais com a Detetive Decker (Lauren German), ou continuar com sua imagem de Diabo? Uma personagem em especial é introduzida na trama para deixar mais evidente essa dualidade, Eva (Inbar Lavi) o primeiro amor de Lucifer, que desperta em si seus ‘piores’ lados.

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Do outro lado Temos Chloe ainda tentando lidar com a revelação da 3ª temporada, a detetive busca ajuda no próprio vaticano onde conhece o padre Kinley (Graham McTavish, da série Outlander), que a incentiva a tramar contra Lucifer, afirmando que o melhor para a humanidade e para o próprio Lucifer que ele seja enviado de volta para o inferno, mas Chloe percebe as que as intenções do padre são maliciosas e decide não dar mais ouvidos a ele, porém Lucifer descobre a trama dos dois e isso traz problemas para sua relação com a detetive.

Outra coisa que a série trouxe de volta foi a implicância de Dan Espinoza (Kevin Alejandro) com Lucifer, dessa vez o personagem culpa Lucifer pela morte de Charlotte Richards (Tricia Helfer), na 3ª temporada, o que particularmente não me agrada, tendo em vista que nos últimos episódios da temporada anterior os dois estavam estreitando sua relação e isso estava sendo positivo para o desenvolvimento da trama.

A Netflix encaixou seu jeito de contar histórias para a série sem perder a essência, mas ganhando novos elementos que compõem melhor a série, a trama se leva mais a sério, mas ainda permanece com muito do humor ácido em seus personagens, fazendo piadas pontuais, sabendo respeitar os momentos em que os personagens tem que encarar as situações com mais seriedade e tensão. A série não ficou quadrada ou virou uma cópia de si mesma, ela ganhou um novo ‘fôlego’ depois de uma 3ª temporada lenta e morna. Você acaba essa temporada de forma tão rápida que fica com aquele gostinho de quero mais.

A 4ª temporada de Lucifer já está disponível na Netflix, não deixe de aproveitar para fazer sua maratona e descobrir: Qual o seu desejo mais profundo?

Autor do Post:

Gladimir Carvalho

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Um lufano, que jamais abandonaria os amigos, como Samwise Gamgee não abandonou Frodo. Cinefilo quando dá. Aprendiz de Otaku, que sempre antes de tomar uma decisão importante, se pergunta: O que o Naruto faria no meu lugar? Podcast: @adultojovem

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