CRÍTICA | Something in the Rain é um ótimo romance porém sem nenhuma conclusão

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O drama sul coreano dirigido por An Pan-Seok e escrito por Kim Eun, abordou a história de um casal apaixonado e a  evolução pessoal de cada um por causa desse relacionamento intenso. Something in the Rain foi protagonizado por Jung Hae-In e Son Ye Jin. A série que estreou em março de 2018 encerrou com 16 episódios e está disponível na Netflix.

A história consiste e foca no relacionamento de Jin-A (Son Ye Jin) e Joon-Hee (Jung Hae-In). O que torna o relacionamento deles complicado não é a diferença de idade e sim o fato de que os dois se conhecem desde de pequenos, e um é melhor amigo do irmão do outro. Em uma relação que era praticamente familiar, ninguém esperava que poderia sair um relacionamento. Este é o principal motivo pelo choque da família, exceto pela mãe (Kil Hae Yeon) de Jin-A que é uma coreana tradicional e bastante mesquinha, que presa mais o valor econômico do que o moral.

É impossível não se apaixonar por Joon Hee, o personagem é construído de uma forma delicada e gentil. Ele acaba se tornando a personificação do namorado perfeito, carinhoso, gentil, compreensivo e acima de tudo que apoia e cuida de quem ama. Ele é crucial para o desenvolvimento de Jin-A, que conhece o amor por causa dele. Apesar de ser uma mulher experiente, ela ainda não se valorizava e nunca tinha tido alguém que a visse do jeito que merecia.

Durante a trama é possível ver a evolução do casal como indivíduos. As aprovações que eles passam no decorrer da história fazem com que eles tomem atitudes visando o outro, transmitindo empatia, carinho e respeito.

É impossível você não se envolver ao assistir o drama. Além do sentimento de torcer por um final feliz, você acaba se pegando envolvido emocionalmente com a trama. A intensidade de todos os sentimentos explorados na série, não só os felizes, são trazidos com excelência pelos atores, nos permitindo a uma imersão completa na história.

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As cenas onde somente há os protagonistas, mesmo nas menores onde estão fazendo algo comum e corriqueiro, são delicadas e com uma fotografia que consegue te envolver e trazer o espectador pra dentro do romance. A trilha sonora ajuda muito, com uma pegada de série americana dos anos 90, as músicas trazem um clima calmo e ao mesmo tempo intenso para o casal.

Não é só de romance que sobrevive esse drama. Eles abordam gradativamente o assedio sexual no âmbito do trabalho de Jin-A. Não só o assédio propriamente dito, mas também suas consequências… daqueles que denunciam, dos que são influenciados, e a forma como é desgastante para a vítima.

Durante o dorama o assunto é abordado de modo que não desrespeite nem desvalorize a importância do assunto, mas a forma com que se desdobra é decepcionante. Não digo que esperava um final feliz (se fosse coerente com a história proposta, não há nenhum problema), no entanto para um assunto que foi desenvolvido durante toda a temporada eles a encerraram em poucos minutos de tela do último episódio como se não houvesse a importância devida.

É explicado rapidamente as consequência dos agressores, e da vítima que processou. A forma como foi feito deu a impressão que esqueceram totalmente daquele lado da série, e deram apenas uma pincelada pra explicar o resultado não só do processo mas do clima no trabalho. Não foi suficiente, em menos de 5 minutos eles tentaram concluir o que foi construído em 15 episódios, assim deixaram um gosto amargo no final que era bastante esperado.

O final em si foi controverso. Há um salto temporal curto porém com efeitos que pareciam ser de longo prazo, o que deixa um pouco confuso. Além disso, todo o progresso que a protagonista tinha realizado foi deixado de lado quando vimos que ela voltou a ser a mesma pessoa do primeiro episódio.

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Quando finalmente entendemos o lado de Jin-A, e suas atitudes, no monólogo final quando a mesma diz “Alguns casais não nasceram pra ficar juntos […] Aquele foi o máximo que nosso relacionamento pôde alcançar“. Dá um ar de realismo, um discurso agridoce, por mais que você torça pelo casal ali você entende que realmente na vida há certas coisas que tem prazo de validade, e poderia ser a situação deles. Porém parece que os roteiristas simplesmente amassaram e jogaram fora ao fazer com que os dois se acertem em menos de 2 minutos somente com um abraço. O que não faz nenhum sentido, tendo em vista que momentos antes eles não conseguiam nem ao menos conversar, de tanta mágoa que ainda havia entre os dois.

A série tenta vender que eles agora estariam no lugar certo e no momento certo, e agora eles conseguiriam viver bem e em paz. Porém o que foi mostrado não foi o suficiente. Faltou muito. Durante todo o dorama eles exploraram muitíssimo bem o relacionamento e o desenvolvimento dos dois, e no fim fizeram o oposto, dando a sensação que o episódio final não foi feito pelas mesmas pessoas dos episódios anteriores.

No fim eles ficam juntos porém eles ainda são as mesmas pessoas de quando eles terminaram. O que isso quer dizer? Nada foi resolvido. Não houve progresso, nem mesmo uma conclusão para a história do casal. Eles ainda teriam as mesmas brigas, os mesmos problemas, e de que forma solucionariam se não foi mostrado algum tipo de desenvolvimento? Muitas questões foram deixadas em aberto.

Apesar de ter um final um pouco decepcionante, o k-drama é belíssimo e mostra uma história de amor intensa e bastante imersiva. Alguns podem achar o ritmo do dorama lento, no entanto digo que foi construído de forma precisa e bastante coerente com a história, tudo em seu devido momento e lugar. É um ótimo entretenimento para aqueles que amam dramas românticos com direito a muitas lágrimas.

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5/5 – (1 vote)

Autor do Post:

Ludmilla Maia

administrator

26 anos. Criadora e uma das fundadoras da Tribernna, escrevo pra internet desde 2016. Amo podcast como amo cultura asiática e heróis. Nas horas vagas, concurseira e bacharel em direito.

Um dia eu te conto o que significa o nome “Tribernna”.

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