“O Nome da Morte” e a grandeza do Brasil

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Uma história extraordinária. Não consigo imaginar outro adjetivo para classificar a narração da história de Júlio Santana, um pistoleiro brasileiro que matou 492 pessoas, feita pelo jornalista Klester Cavalcanti.

Isso porque Júlio Santana era um jovem humilde de uma pequena cidade do Maranhão. Tão próximo ao tio Cícero que é este que o introduz no mundo da matança. No entanto, a narração da história começa antes desse mundo sangrento.

Klester Cavalcanti acerta em nos apresentar a personalidade simples de João Santana e sua vida humilde. Acerta em nos mostrar a forma de pensar daquele jovem, que não queria matar ninguém. Acerta em mostrar a participação do pistoleiro na Guerrilha do Araguaia – assim como atrocidades já conhecidas cometidas pelo Exército.

O autor acerta em mostrar o crescimento de Julio Santana, em mostrar o trabalho de convencimento de seu tio para torná-lo um pistoleiro – de sucesso, inclusive. Acerta em mostrar os conflitos de moralidade, proporcionado, inclusive, por outros personagens.

Enfim, Klester Cavalcanti acerta na humanização do pistoleiro. Em nenhum momento o serviço é defendido – por favor, não entendam isso errado -, mas é apresentado, explicado e escancarado – isso porque é, infelizmente, algo comum no interior do Brasil, principalmente em relação aos fazendeiros que impulsionam os trabalhos análogos à escravidão.

É um livro rico em sentimento, que não foi estendido além do necessário, que tem início meio e fim. “O Nome da Morte” é um livro que merece ser lido, até porque conta uma história extraordinária de um setor brasileiro: de matadores profissionais.

Autor do Post:

Henrique Schmidt

O louco dos livros, filmes, séries e animes. Talvez geek, talvez nerd, talvez preguiçoso, mas com certeza jornalista

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