“O Amor Segundo Buenos Aires” é romântico e belo

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Um livro que realmente me emocionou e me deixou com vontade de chorar mesmo depois de ter terminado de ler há meia hora. Esse foi “O Amor Segundo Buenos Aires”, do escritor brasileiro Fernando Scheller. Não sei se o melhor livro que li no ano até então, mas já está no meu Top 3 de 2020.

Além de ser bela e detalhista, ser romântica naturalmente, sem forçar momentos fofos ou belos, “O Amor Segundo Buenos Aires” conta com um dos melhores últimos capítulos que eu já pude ler. Cerca de 20 belas páginas, narrando com calma todos os acontecimentos finais, olhando para o horizonte durante todo o tempo. Não dando um ponto final.

Inicialmente, admito, estava inseguro com esse livro. Uma obra narrada de diferentes perspectivas, com um personagem falando sobre outro, inserindo um terceiro na história, entre outras coisas. O primeiro capítulo já começa com dor e libertação. Porém, aos poucos, a narrativa foi me envolvendo e se mostrou a melhor escolha.

Foi único ler a história contada por diferentes perspectivas, cada uma com o seu fragmento. E não um mesmo momento da vida, mas sim uma evolução natural, que não causa estranhamento ao leitor. Eu, que sou péssimo com nomes de personagens, consegui lembrar o nome de todos, justamente por ter sido algo natural.

Ao ver um personagem falando de outro, sob a sua perspectiva, você consegue se colocar dentro do cenário, dentro da história. Se torna natural que você conheça cada um deles, entenda suas histórias, compartilhe da sua felicidade e de sua dor. No último capítulo, se a história conseguiu te envolver completamente – como houve comigo – é impossível não se emocionar.

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“O Amor Segundo Buenos Aires” foi uma grata surpresa proporcionada por promoção na Black Friday. Uma bela obra de um autor brasileiro, que realmente me deixou com vontade de conhecer Buenos Aires. Porém, no momento, além de não ter dinheiro estamos em isolamento social (pelo menos quando terminei esta obra). Apenas, leiam.

Autor do Post:

Henrique Schmidt

O louco dos livros, filmes, séries e animes. Talvez geek, talvez nerd, talvez preguiçoso, mas com certeza jornalista

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