CRÍTICA | “2020: Japão Submerso” é doloroso, intenso e magnífico!

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O anime baseado no livro de mesmo nome, escrito por Sakyo Komatsu, estreou na Netflix com o único propósito: te fazer derramar rios de lágrimas em cada um dos seus 10 episódios.

A série acompanha uma família que tenta sobreviver ao caos de um Japão que está afundando. Após uma série de terremotos a ilha começa a afundar, forçando os sobreviventes a procurar socorro ou um local para se manter a salvo.

Ao longo dos episódios novos personagens se juntam a família, como é o esperado em um quase apocalipse. Tribos se formam para conseguir sobreviver, encontrar alimento e também se defender daqueles que vêem a tragédia como uma oportunidade de praticar o mal.

A humanidade em meio ao caos é explorada em todos sentidos, como os diferentes tipos de pessoas lidam com isso. O que fazer com a falta de informação, a incerteza de depositar sua confiança em desconhecidos, a maldade e a bondade. A beleza do anime é encontrada na credibilidade que ele passa, ainda que seja em uma realidade inimaginável seus obstáculos são críveis, bem como a forma que eles são lidados.

Cada personagem é bem característico e carrega consigo uma gigantesca importância pra história, mesmo que alguns não tenham muito tempo de tela as suas participações são tão significativas que fazem sua partida ser igualmente dolorosa quanto a daqueles que ficam por mais tempo.

Além dos vínculos entre si, o anime consegue também desenvolver o perigo da desinformação, as teorias da conspiração e o descrédito que a ciência por muitas vezes recebe.

Não li a obra a qual inspirou o anime (o livro demorou 9 anos pra ser finalizado), mas a história é tão bem desenvolvida, com diversos cenários explorados ao longo dela, com personagens tão comoventes que me fez querer comprar o exemplar, pra sofrer um pouquinho mais.

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Durante os 10 episódios o sentimento de tensão, medo e por fim breves momentos de alívio podem inundar o espectador que a partir do primeiro episódio já se encontra imerso na história e propenso a maratonar.

Autor do Post:

Ludmilla Maia

Concurseira formada em Direito, estudante da U.A, protegida da Annalise Keating, cantora amadora dos New Directions, sobrevivente da ilha de Lost, parça do Bojack, e uma Amazona perdida que ouve KPOP e assiste muito drama asiático.

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