3T INDICA | ‘Modern Love’ e sua busca implacável pelo amor que mudará a sua vida

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ATENÇÃO, O TEXTO A SEGUIR CONTEM SPOILER

O amor é um sentimento mais puro e precioso que pode existir no dia-a-dia de um indivíduo, ele te faz vencer muitas barreiras e consegue te sustentar nos altos e baixos da vida. Em muitos momentos ele pode ser mal interpretado e até mesmo deixado em segundo plano, mas de um jeito ou de outro ele arruma uma maneira de invadir sua vida da forma mais sorrateira possível.

A indicação de hoje vai para Modern Love senta aí que lá vem textão é uma comédia romântica original Prime, produzida por Trish Hofmann, escrita e dirigida por John Carney e é baseada em histórias pessoais divulgadas na coluna do The New York Times intitulada com o mesmo nome da série. Sua primeira temporada tem apenas 8 episódios com cerca de 30 minutos de duração e em cada capítulo conhecemos uma pessoa diferente, com histórias e vivencias diferentes que de uma forma ou de outra conseguem mudar sua vida através do amor. Mas calma, nem sempre teremos um casal vivendo feliz para sempre, afinal o amor não se resumi apenas a isso…

O primeiro episódio, intitulado por Quando o Porteiro é Seu Melhor Homem, conta a história de Maggie Mitchell (interpretada por Cristin Milioti), uma jovem que se mudou para Nova York há quase 1 ano e não consegue de forma alguma achar o seu par ideal. Guzmin (interpretado por Laurentiu Possa) é o porteiro do prédio em que Maggie mora e ele adora opinar sobre os caras que ela traz para casa. Sua primeira impressão é sempre negativa sobre eles e isso acaba deixando a moça um tanto quanto desconfortável fazendo com que seus encontros futuros acabem sempre distante da porta do seu prédio. A relação que vai sendo desenvolvida no decorrer do episódio é um show regado a pipoca salgadinha e um sorriso idiota estampado na sua cara até o seu desfecho. As vezes o que mais precisamos na vida é um ombro amigo e um conselho que faça diferença.

O segundo episódio, intitulado por Quando o Cupido é uma Jornalista Curiosa, conhecemos a história de corações partidos de Joshua (interpretado por Dev Patel), o CEO da Fuse uma empresa responsável pelo desenvolvimento de um aplicativo de relacionamento alô tinder, se o Dev Patel for um dos acionistas de vocês, gostaria de ter uma reunião com ele, desde já grata e Julie (interpretada por Catherine Keener), fotógrafa/repórter/escritora nas horas vagas. O ensinamento do cupido nesta história é de que o amor nem sempre é aquilo o que esperamos ser e fiquem atentos às pontas soltas durante sua vida, elas podem atrapalhar seus futuros relacionamentos e fazer com que você sempre seja assombrando por aquela sensação de que “está faltando alguma coisa aqui”. E está tudo bem se tudo se resolver em um encontro aleatório anos depois ou até mesmo que seus planos não saiam bem como o planejado, o importante é sempre por um ponto final para que novos capítulos possam ser iniciados. As vezes a pessoa que você mais procura pode estar escondida atrás daquela que não sai de seus pensamentos.

O terceiro episódio, intitulado por Aceite-me Como eu Sou, Quem Quer Que eu Seja, fala sobre amor próprio e como a autoaceitação pode mudar a maneira como você vê o mundo. Você conhece e/ou consegue lidar com pessoas bipolares? Mas eu não falo apenas de mudanças de humor, eu falo sobre isolamento social, tornar-se uma pessoa completamente diferente com o passar das horas… as vezes pode ser apenas com o passar dos minutos. Lexi Donohoe (interpretada por Anne Hathaway) é uma advogada que não consegue permanecer em um emprego por muito tempo. Aos 15 anos ela foi diagnosticada com bipolaridade e desde então teve que lidar com esse monstro secreto. A interpretação espetacular de Hathaway, neste personagem, fez com que abrisse meus olhos para algumas realidades e padrões que são criados em ciclos de crises, assim como Lexi, muitas pessoas sentem-se inseguras em abrir-se para o mundo e para a possibilidade de gritar aos sete ventos que possuem algum tipo de doença psicológica. Com Lexi, aprendi que confiar em uma pessoa basta para que a caixa de pandora seja aberta e finalmente uma lufada de ar fresco possa passar pelos corredores da bipolaridade. Está tudo bem não estar bem 100% do seu dia. Você não precisa esconder quem você é para se encaixar em padrões e obrigações nas quais, física e e emocionalmente, são impossíveis de manter ou cumprir. Nada descreve este episódio melhor do que o seu próprio título. O amor moderno aqui é um pouco rachado, mas nem por isso é impossível de acontecer.

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O quarto episódio, é intitulado por Lutando Para Manter o Jogo Vivo. Relacionamentos precisam estar sempre alinhados para que exista a possibilidade de dar certo. É necessário que cada pessoa esteja na mesma página para que possa compreender os sentimentos do outro sem ser necessário o desgaste de uma vida compartilhada, mas venhamos e convenhamos, não é uma coisa fácil de se conseguir. A vida acontece, e com ela inúmeros eventos fazem com que o nosso dia-a-dia torne-se diferente do de outra pessoa. Há quem goste das mudanças. Há quem guarda segredo do que advém destas mudanças. Há quem não se sente confortável. Há quem se sente culpado e há quem gostaria de encerrar esse sentimento. Aqui conhecemos o casal Dennis (interpretado por John Slattery) e Sarah (interpretada por Tina Fey) que com decorrer dos anos perderam completamente a página um do outro, é possível até dizer que o livro foi jogado fora, queimado na lareira, totalmente dizimado. É possível um casal assim ter segunda chance? Qual a importância de um diálogo honesto para que um relacionamento seja duradouro? Dennis e Sarah estão longe de ser o típico casal perfeito hollywoodiano e seus filhos são, literalmente, a única coisa que os dois têm em comum e não, a terapia de casal não ajuda, mas pode ser que um hobby meio forçado venha a calhar e que nem tudo esteja perdido. A vida de casado é difícil pelo menos deve ser né, falou a sem experiência na área, são duas pessoas compartilhando a mesma rotina e pode ser que acabe se tornando um loop indesejado e tornando cada vez mais difícil achar, o que uma vez foi, o motivo para se apaixonar.

O quinto episódio, intitulado por Um Interlúdio de Clareza no Hospital, pode ser conhecido também como “manual de como dar tudo errado em um segundo encontro com a garota dos seus sonhos”. Apesar de já sentir a vibe da série, este episódio quebra o padrão do “típico casal”, o da it-girl que não liga para os sentimentos alheios e o nerd que sempre se dá mal. Rob (interpretado por John Gallagher Jr.) é um doce de pessoa, ele tem crises de ansiedade que, as vezes, o impedem de ter qualquer tipo de interação social, Yasmine (interpretada por Sofia Boutella) é uma blogueira sempre pronta para o close perfeito em seu Instagram. É engraçado como não é necessário um contexto explicativo para o que está prestes a acontecer, são só duas pessoas que se esbarraram de alguma maneira e que possuem esses pensamentos profundos, que geralmente, não são compartilhados tão cedo nos encontros. Rob e Yasmine tem tudo para não funcionar, mas os dois têm plena consciência do medo que escondem no armário e as consequências de não conversar sobre ele. É fácil julgar alguém pelo o que ela transparece ser, você é levado a ficar com aquele leve sentimento de que algum momento a comédia romântica vai acabar e o drama vai começar. E não me entendam mal, o episódio é todo cheio de dramas pessoais que são compartilhados da forma mais respeitosa já visto em um momento tão breve. Mas é o que a vida é, cheia de acontecimentos imprevisíveis que podem acabar sendo benéficos para alguém.

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O sexto episódio, intitulado por Então, Ele Parecia um Pai. Isso é só um Jantar, certo? Foi o episódio mais polêmico e difícil de assistir porquê em muitos momentos fiquei confusa com os sentimentos que foram apresentados. Madeline (interpretada por Julia Garner) é uma garota, que acabou de completar 21 anos, e trabalha em uma empresa de engenharia, como sempre, segue a premissa de não ter um background profundo sobre os personagens. Maddy perdeu o pai aos 11 anos de idade e desde então sente esse vazio que não consegue explicar, até o momento que ela percebe o Gênio (interpretado por Shea Whigham) que trabalhava com ela, um cara mais velho, respeitoso e extremamente adorável. Foi um episódio desconfortável porque você conseguia perceber os olhares diferentes dos dois para a nova relação que estava sendo criada, Maddy claramente estava procurando por uma figura paterna que possa dizer o quão orgulho está pela mulher incrível que ela se tornou e Peter é o cara mais velho que se apaixona por uma garota mais nova que seus filhos. Depois de assistir o episódio eu fui ver as inúmeras discussões sobre o caso e apesar de entender os sentimentos de Madeline, eu tive que concordar que ela passou todas as impressões erradas e Peter simplesmente fechou os olhos e se jogou nessa aventura improvável. Realmente é um episódio longe do meu campo de fala, então o comentário dele vai sair assim meio torto igual minha cabeça ficou quando terminei de assistir.

O sétimo episódio, é intitulado por O Mundo Dela Era Solitário. Cheguei até aqui e já estava refletindo sobre todas as coisas da minha vida e sobre as pessoas ao meu redor e comecei a pensar em como a sociedade pode fazer com que você se sinta culpado pelas decisões que você toma na vida, e como é importante achar alguém que compreenda e apoie suas ideias, não importa o quão insanas elas sejam. Aqui, conheci Tobin (interpretado por Andrew Scott) e Andy (interpretado por Brandon Kyle Goodman), mesmo tendo uma vida de casado tranquila e estável os dois veem a necessidade de aumentar a família e começam a busca para adoção, até que eles acham a Karla (interpretada por Olivia Cooke) uma moradora de rua bastante consciente de seus deveres e obrigações para com ela mesma. Karla é um espírito livre que não suporta a ideia de se prender em um lugar por muito tempo e em nenhum momento vê a gravidez como uma coisa ruim, tanto é que ela procura uma adoção aberta e que os futuros pais de seu bebê sejam realmente um casal apaixonado, ela não quer saber a história da vida antes de um encontrar o outro e muito menos quanto eles recebem durante o ano, o que importa é se o lar será cheio de amor. Então acompanhei o amadurecimento de Tobin de um cara que estava adotando um bebê com seu marido para um pai devoto depois de ouvir o primeiro choro. Primeiramente o foco parecia ser o casal, em como seria o processo de adoção e as dificuldades que um casal homossexual sofre para ser escolhido, mas nos primeiros minutos foi óbvio perceber que o Andy já sabia o que queria e que eles já estavam cientes de que haveria empecilhos. Então a atenção muda para como Karla e Tobin conseguirão lidar com as mudanças em suas respectivas vidas sem que afete, seriamente, o futuro da criança que está por vir.

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O oitavo, e último episódio da temporada, é intitulado por A Corrida Torna-se Mais Doce em Sua Rodada Final, e se você ainda não chorou tudo o que tinha de chorar até aqui, eu aconselho pegar os lencinhos porque este episódio é a conclusão de todas as histórias que eu nem imaginava que precisava assistir, até de fato começar o desenrolar. Aqui conhecemos, Kenji (interpretado por James Sato) e Margot (interpretada por Jane Alexander ), e fui agraciada com a forma mais linda e pura do amor; aquele mais maduro, aquele no qual você já passou por tantas coisas na vida e só precisa daquele último suspiro de ar fresco para que tudo fique bem. Não adianta só ler ou assistir ou ver de longe, o amor não tem lógica e nem padrão, ele se adapta com o passar do tempo e se renova a cada novo ciclo. Modern Love é uma ótima pedida para maratonar no final de semana, fazer você refletir que as vezes o final que você quer, pode não ser o final que você precise e que está tudo bem, isso só vai te fazer crescer mais forte e mais determinado a tentar novamente.

Modern Love está disponível no catálogo da Amazon Prime, atualmente possui 1 temporada completa. Confira o trailer estendido resumindo as 8 histórias a seguir.

Autor do Post:

Barbara Sales

https://www.instagram.com/imbarbdee/

Estudante de Economia pela Federal do Ceará, aspirante à contabilista, aprendiz da Corvinal e, acima de tudo, dorameira cinéfila que se aventura em fantasia e romance nas horas vagas.

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