3T INDICA | 7 Filmes para lembrar do pior monstro do Halloween

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Algumas pessoas possuem medo de palhaços. Outras de aranhas. As vezes de assassinos mascarados. E alguns possuem pavor ao verem demônios numa tela de cinema. Os medos fabricados ao longo dos séculos rendem conteúdo (e bastante lucro) até os dias de hoje. Porém, alguns dos filmes mais assustadores e angustiantes revelam que a pior face do ser humano consegue ser tão abominável quanto qualquer monstro do Dark Universe ou dos livros de H.P. Lovecraft.

Neste dia das bruxas, aproveite para dar uma de Scooby-Doo e relembrar com essa lista de indicações que o ser humano é o único e verdadeiro monstro de nossos mais temíveis pesadelos. Nenhuma criatura ficcional pode assustar tanto quanto um homem de carne e osso.

Creep (2014)

Direção: Patrick Brice (Virando a Noite, Creep 2)

Duração: 1 hora e 17 minutos

Disponível na Netflix

Sinopse: sem nada pra fazer da vida, Aaron (Patrick Brice, sim, o diretor do filme interpreta um dos personagens principais), um cinegrafista, decide pegar o bico de gravar um trabalho para um cliente que vive isolado em uma pequena cidade montanhosa. Lá, conhece o sujeito: um homem um tanto peculiar chamado Josef (Mark Duplass), que faz piadas estranhas, age de um jeito estranho e parece esconder algo do cinegrafista. Um dia bastante estranho está para acontecer.

Esse filme é beeeeeem perturbador e aterrorizante. Cheio de jump scares (aqueles sustos do nada) muito bem feitos e efetivos (sério, não julgue este terror por conter jump scares: você vai se surpreender) e ainda possui a proeza de oferecer uma atmosfera opressora e assustadora. Colocar-se no lugar de Aaron, com aquele homem esquisito e em um lugar isolado deixa qualquer espectador angustiado! Tive até que assistir ao filme pausando pra respirar (sim, o redator é medroso que só). Ah, e o filme é um dos melhores found footages (onde os personagens é quem gravam o filme) desde A Bruxa de Blair.

O medo aqui fixa-se não somente em sustos, mas em uma pergunta: o que você faria no lugar dele?

O Farol (2019)

Direção: Robert Eggers (A Bruxa)

Duração: 1 hora e 50 minutos

Disponível no TELECINE

Sinopse: Thomas Wake (Willem Dafoe) é um faroleiro que trabalha sozinho em uma pequena ilha isolada durante o início do século XX, até que contrata um ajudante: o jovem Ephraim Winslow (Robert Pattison). Apesar de fazer vários trabalhos manuais por toda a ilha e ter bastante autonomia, Ephraim não possui permissão para entrar na cabine do farol. Entre a solidão, tarefas exaustivas e abusos de álcool durante tempestades, a tensão entre os dois homens aumenta cada vez mais, principalmente pela obsessão de Ephraim para entrar no farol e descobrir o que tanto Thomas esconde por lá,

Esse filme é a prova viva de que Robert Pattison será um ótimo Batman: sua atuação está completamente perfeita! Preciso nem citar o Willem Dafoe, né? A fotografia do filme consegue ser quase um terceiro personagem: belíssima, depressiva, assustadora e ainda foi indicada ao Oscar de Melhor Fotografia (né pouca coisa não!). Não esperava menos de um filme da A24.

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Aqui, o medo sustenta-se na atmosfera. Aquele ambiente hostil reduzindo homens às criaturas mais primais e primitivas que deixamos de ser milhões de anos atrás. Este é dos meus filmes de terror favoritos da década! É de se encantar com a beleza assustadora dessa obra de arte preta e branca.

Midsommar: o mal não espera a noite (2019)

Direção: Ari Aster (Hereditário)

Duração: 2 horas e 18 minutos

Disponível na Amazon Prime Video

Sinopse: lidando com o luto após uma tragédia familiar, Dani (Florence Pugh) aceita o convite do namorado Christian (Jack Reynor) para viajar para a Suécia para acompanhar as festividades do solstício de verão (uma data especial para algumas culturas pagãs na qual se comemora o dia mais longo do ano) de uma aldeia local. A viagem começa muito tranquila, mas com o passar dos dias, os visitantes começam a testemunhar rituais e costumes cada vez mais bizarros da cultura pagã.

Ari Aster ficou super conhecido após Hereditário e aqui entregou um filme à altura que é quase um sucessor espiritual de seu primeiro grande sucesso. Todo o horror desse filme concentra-se no desconforto de ser um peixe fora d’água: o isolamento cultural ao ser um turista em um território totalmente desconhecido, onde os habitantes parecem sempre esconder alguma coisa de você. É inquietante perceber que as pessoas ao seu redor te olham estranho, com uma cara de quem tá guardando uma supresa não muito agradável para você mais tarde.

Porém, este filme definitivamente não é para todo mundo. É um filme lento, contemplativo e imersivo, focado mais em horrorizar e incomodar do que em aterrorizar (apesar de ter me aterrorizado bastante). É o filme mais diferentão da lista.

Hush: a morte ouve (2016)

Direção: Mike Flanagan ( A Maldição da Residência Hill, Jogo Perigoso)

Duração: 1 hora e 27 minutos

Disponível na Netflix

Sinopse: Maddie Toung (Kate Siegel) é uma escritora surda desde a adolescência, que vive reclusa no meio de uma floresta com apenas uma vizinha. Vivendo na mais completa paz e no mais absoluto silêncio, ela tenta sair de um bloqueio criativo ao escrever seu novo livro. Porém, quando um assassino mascarado aparece em sua casa, Maddie precisará usar todos os seus instintos para sobreviver, enquanto carrega as terríveis desvantagens de não poder ouvir e nem poder gritar.

Sim, esse filme é da Netflix. Mas não o julgue tão cedo! Ele veio antes de todo aquele desespero da empresa para lançar conteúdo original o mais rápido possível, de forma destrambelhada. O elenco não é lá essas coisas, com exceção da Kate, que ainda era desconhecida, mas que ganharia renome após A Maldição da Residência Hill. O filme é repleto de situações tensas, angustiantes e… dolorosas (no sentido literal da palravra)! Mas o melhor pra mim é que a personagem não é burra. Ela cria saídas inteligentes com as quais você se identifica e pensa: “é, eu realmente pensaria nisso.” Mike Flanagan já começava a se mostrar um excelente diretor e criador de tensão e medo.

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Esse é outro daqueles filmes em que você se pergunta: o que eu faria se fosse eu? Eu não sei vocês, mas eu morreria em 15 minutos de filmes.

CORRA! (2017)

Direção: Jordan Peele (Nós, The Twilight Zone, Candyman)

Duração: 1 hora e 44 minutos

Disponível no Claro Video, Google Play Movies e iTunes

Sinopse: Daniel Kaluuya interpreta Chris, um fotógrafo negro que viaja com sua namorada branca Rose (Allison Williams) para sua cidade natal, a fim de conhecer os pais de sua parceira (sim, as raças deles são importantes no contexto do filme). Ao chegar lá, o fotógrafo começa a notar comportamentos estranhos nos empregados da família de sua namorada. E quanto mais os dias passam, mais coisas bizarras começam a acontecer envolvendo a família e seus vizinhos.

Esse é um filme meio cult, meio crítica social e bem perturbador. É um filme de terror comum que foge do comum. É meio difícil definir. O importante é que ele cumpre seu objetivo: perturbar o espectador. Cheio de críticas sutis (outras nem tanto), Jordan Peele surpreendeu a todos conquistando o Oscar de Melhor Roteiro Original e ainda nos mostrou a habilidade de dirigir um ótimo filme de terror extremamente atual. Né pouca coisa não! Daniel está perfeito, perfeito e perfeito no papel, interpretando alguém extremamente desconfortável. E suas caras de puro medo ficaram na minha mente por bastante tempo.

O grande elemento aqui, que prende a atenção do espectador, é descobrir o está acontecendo na casa. Descobrir o mistério por lá é intrigante! E sua resolução é deixar o espectador pensando por vários e vários dias em todos os mínimos detalhes pensados para a história desse filme. Quanto mais você pensa, mais intrigado fica.

Psicose (1960)

Direção: Alfred Hitchcock (Janela Indiscreta, Os Pássaros)

Duração: 1 hora e 49 minutos

Disponível na Netflix e TELECINE

Sinopse: após roubar 40 mil dólares do seu local de trabalho para fugir e casar com o namorado, Marion Crane (Janet Leigh), presa por uma tempestade, hospeda-se no Bates Motel. O gerente do motel, Norman Bates (Anthony Perkins) é um excêntrico taxidermista (empalhador de animais mortos) que participa de uma aparente relação abusiva com sua mãe. Sem saber dos perigos que a cercam, Marion esconde-se debaixo do teto da misteriosa e pequena família Bates.

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Um dos maiores clássicos do terror, Psicose é referência em filmes sobre transtornos mentais. Alfred alcançou um dos pontos mais altos de sua carreira com esse thriller misterioso e envolvente, que coloca uma pulga atrás da orelha do espectador ao tentar descobrir o mistério que envolve o motel Bates. Um dos melhores filmes de suspense de todos os tempos, digno de ser visto pelo menos uma vez por ano. O medo nunca esteve tão bem disfarçado.

O universo do filme ainda conta com um remake colorido da década de 90 e uma prequel (uma história antes da original) que se mistura com um remake em forma de série, chamada Bates Motel. Fez um sucesso danado, sendo elogiadíssima pela performance de Freddie Highmore (de The Good Doctor) e de Vera Farmiga (sim, a Vera de Invocação do Mal). A série ainda contou com a participação especial da Rihanna (lançar álbum novo a bonita não quer né).

Sim, o filme é preto e branco. Não seja fresco! E sim, é o filme daquela musiquinha TÃ TÃ TÃ TÃ TÃ TÃ TÃ TÃ-NAAAAAN, TÃ-NAAAAN.

O Albergue (2006)

Direção: Eli Roth (Canibais)

Duração: 1 hora e 35 minutos

Disponível na Netflix

Sinopse: Josh (Derek Richardson) e Paxton (Jay Hernandez) são dois amigos que decidem passar o verão como mochileiros na Europa, viajando de país em país de forma barata. Em Amsterdã, os dois conhecem Oli (Eyþór Guðjónsson), um viajante da Islândia. Os três, então, decidem investigar os rumores sobre um albergue na Eslováquia cheio de mulheres sensuais, mas acabam sendo capturados em um jogo sádico e mortal.

Esse filme é um horror! No melhor sentido da palavra, quero dizer. Todo adulto de hoje já foi um adolescente traumatizado pel’O Albergue. É um filme extremamente grotesco, repulsivo e lotado de torture porn (cenas de tortura). Ou seja, amo (rs). É um filme que vai evoluindo aos poucos, até culminar naquele final muito, muito desolador. É uma obra que fica na cabeça de quem assiste por um booooom tempo. E bote tempo nisso!

Só recomendo para quem tem um estômago com um esfíncter beeem reforçado (e um ótimo controle pra segurar o vômito).

Autor do Post:

Matã Marcílio

https://instagram.com/mat_marcilio/

Um pré-fisioterapeuta nordestino que, perdido no mar das incertezas, fez das palavras seu refúgio. Um pouquinho mais de duas décadas de leitura e sedentarismo causado pelo prazer de deitar em frente a um espelho negro e observar toda a glória do homo sapiens ao escapar da realidade terrivelmente entediante. “Jojo Betzler. Hoje, só faça o que puder.”

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