Primeiras impressões | “The Medium”, uma lembrança assustadora dos clássicos

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O primeiro grande lançamento exclusivo da Microsoft foi lançado ontem (28), podendo ser comprado na Xbox Store ou jogado no Xbox Game Pass. O jogo de terror da polonesa Bloober Team é o primeiro exclusivo total de Xbox Series X|S, e tanto as primeiras impressões quanto a análise serão feitas usando a versão de Xbox Series S.

O jogo começa com o funeral de um ente querido da protagonista Marianne, órfã e médium. Se passando na Polônia, pós derrubada do muro de Berlim, temos um ambiente desagradável e repleto de histórias de violência e trauma. Logo nos primeiros momentos de jogo é possível ver a beleza estranha nas cenas escuras e assustadoras e o trabalho nos detalhes que o Bloober Team investiu no jogo.

“The Medium” utiliza todo o potencial da nova geração, com suas texturas, falta de serrilhamento e principalmente os efeitos de iluminação. Os jogos anteriores da produtora, Blair Witch e Layers of Fear, eram jogos bonitos, mas é a primeira grande experiência de nova geração que o Xbox Series recebe. 

Os controles são estilo tanque, como os antigos Resident Evil e Silent Hill, o que contribui para a atmosfera mais clássica. No entanto, infelizmente, possui problemas quando se trata de controlar a personagem e a direção que a mesma vai tomar, algumas vezes me fazendo tentar entrar em salas fechadas por não ver as portas pelo posicionamento da câmera, algo que não quebra a experiência do jogo, mas causa um certo estranhamento.

Ainda sobre os controles, temos uma visão de detetive como em Batman Arkham ou The Witcher 3: Wild Hunt, algo diferente para um jogo de exploração e terror, porém isso tal ferramenta só servirá para você se perder pelo mapa. Marianne também corre, é lenta, mas algo completamente comum para jogos de terror dentro da proposta feita. 

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Sobre o poder de médium que temos durante a história, temos dois mundos sendo renderizados e controlados ao mesmo tempo, sendo um o mundo real, onde interagimos com os objetos “reais”, e o mundo espiritual, um local onde a própria Marianne tem estilo e aparência diferentes. A parte mais interessante desse modelo, é ver que algo em um mundo influencia o outro, fazendo com que uma conversa e a interação da personagem no mundo espiritual se pareça de fato com o que se vê em filmes e séries de terror sobre fantasmas, com a protagonista interagindo e conversando sozinha na visão normal.

Nos primeiros momentos de jogo, já se percebe que The Medium é um jogo de terror assustador, diferente do que estamos vendo nos últimos anos, e é uma ótima estreia para os jogos exclusivos da Series X|S. Um jogo realmente bom, fato que não costuma acontecer no lançamento de uma nova geração. 

Autor do Post:

Manoel Cunha

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