“O Quebra-Nozes” é encantador e extraordinário

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Pense em um livro de um conto de Natal fofo que deveria ser uma leitura obrigatória em todo o mundo. Assim é “O Quebra-Nozes”, do alemão E. T. A. Hoffmann, distribuído no Brasil – na versão que eu tive acesso – pela editora Pé da Letra

É uma obra antiga e bem curtinha. Qualquer coisa que eu venha dizer aqui acaba por ser desnecessário, pois o livro já conta com um legado. Sua qualidade está mais do que comprovada em diferentes balés, filmes, versões diferentes de livros, adaptações, entre outras coisas.

A história é infantil e encantadora. Apela diretamente ao imaginário do leitor. A obra, a todo momento, te coloca completamente dentro do ambiente, que varia com perfeição. Ao falar do Rei dos Camundongos, é possível imaginar um local sombrio, fétido, amedrontador, eu diria. Principalmente para uma criança. 

Por outro lado, a alegria também consegue ser facilmente transmitida pelo ambiente, seja nas interações com o Quebra-Nozes, seja nas viagens – imaginárias ou não – da pequena Marie, entre outros momentos.

O livro consegue transmitir, até mesmo, o ambiente familiar no qual a história se passa. É possível sentir as repreensões feitas pelos pais, a alegria das crianças ao ganhar os presentes de Natal, a curiosidade, o interesse, entre outros sentimentos. Se eu, adulto, consegui ter várias destas sensações, imagino como pode ser para uma criança que está lendo ou ouvindo a história.

E acredito que esse seja o ponto alto da história – além da criatividade e o apelo ao imaginário, obviamente. A facilidade que E. T. A. Hoffmann teve ao transmitir sentimentos é fantástica, o que torna a inserção na história ainda mais extraordinária.

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Enfim, caso ainda não tenha tido a oportunidade, leia “O Quebra-Nozes”. Porém, indico o livro completo, que é o caso desta edição da Pé da Letra. Há obras que contam apenas a história da “Noz Dura”, enquanto outras ignoram este momento e trazem apenas o conto principal. O que é uma pena, pois ambas as histórias se complementam.

Autor do Post:

Henrique Schmidt

O louco dos livros, filmes, séries e animes. Talvez geek, talvez nerd, talvez preguiçoso, mas com certeza jornalista

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