CRÍTICA | “The Mandalorian”, a salvação de Star Wars

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Assistir a segunda temporada de The Mandalorian é ver a melhora no universo rico da franquia Star Wars, e além de tudo, é palpável o esforço que a Disney faz para trazer novos públicos para o Disney+. A primeira temporada da série foi o primeiro grande item do catálogo de lançamento do serviço nos primeiros países em que foi lançado, e a segunda temporada consolida o streaming globalmente, Brasil incluído (ainda bem!).

A primeira temporada da série foi elogiada pelos incríveis momentos que exalam a essência do que é Star Wars. Desde o conceito do “futuro usado”, que aparece nas cantinas e becos sujos e principalmente na nave do mandaloriano, Razor’s Crest, quebrada e consertada a cada episódio, até a alma aventureira que os primeiros longas em 1970 e 1980 ajudaram a popularizar.  No entanto, também foi criticada pelo seu formato de episódios separados com histórias diferentes, causando estranhamento num mundo que a maioria das séries optam por seguir cronologias contínuas.

Na época da segunda temporada, a série já havia ganhado o coração do público gerando uma comoção pela sua estreia, e semana após semana, confirmou que a Disney sabia o que fazia desde seu início. 

The Mandalorian é uma série que entrega aos fãs da franquia o que foi pedido, com mais histórias conectadas ao mundo dos desenhos como Clone Wars e Rebels, um enredo desenvolvido em mundo pós-império, retorno de personagens famosos do universo Star Wars e mais momentos fofos com o Baby Yoda.

A trama da segunda temporada consiste no mandaloriano (Pedro Pascal) em busca dos Jedi, para que Baby Yoda possa treinar com “o seu povo”. A trama se desenrola ao longo de 8 episódios no mesmo esquema episódico de cada semana trazer alguma missão nova e aventura específica. 

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A série faz referências às séries animadas, e mesmo pessoas (como eu) que nunca foram ligadas a estas versões podem entender a premissa do personagem em questão e ter a curiosidade de ir atrás das séries originais. Vale ressaltar que a Disney fez a sábia decisão de ampliar o universo principal dos live-action, que até então era contada exclusivamente pela família Skywalker, e que agora vai poder ter mais conteúdos relacionados a outros personagens e outros arcos de história igualmente importantes.

Falando em live-action, deve se falar também dos atores e performances. Como um bom mundo Star Wars, a maior parte do universo é alienígena – embora os protagonistas da série sejam humanos. Ainda que permaneça com capacete durante praticamente todos os momentos, a atuação corporal de Pedro Pascal retrata fielmente como seriam os trejeitos de alguém que segue o credo de Mandalore e nunca retira seu capacete. Outro ponto positivo é a performance de Giancarlo Esposito como um vilão sério, inteligente e paciente, papel esse que cai muito bem em alguém que já possui a experiência “vilanesca” do dinamarquês.

A segunda temporada de The Mandalorian melhora tudo que foi feito na primeira temporada, adiciona muito mais história e complexidade ao mundo já enorme de Star Wars e dá brechas para próximas séries da consagrada franquia. A série é um respiro de descanso e alegria após os momentos de sofrimento dos fãs devido ao episódio final dos filmes. Aguardo ansiosamente às próximas temporadas da série e às próximas séries do universo.

As duas temporadas estão disponíveis no Disney+.

Nota: 5/5

Autor do Post:

Manoel Cunha

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Gamer, cinéfilo, leitor e as vezes faço algo mais da vida. Estudante de jornalismo, fã de podcasts. Gamertag: manoelcdq.

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