CRÍTICA | “Os Pequenos Vestígios” traz ótimas atuações em uma história morna

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O novo filme do diretor John Lee Hancock estreou no começo de março trazendo grandes estrelas de Hollywood juntas em um suspense policial, no mínimo intrigante.

“Os Pequenos Vestígios” conta no elenco com um trio inusitado de protagonistas, Denzel Washington, Rami Malek e Jared Leto conduzem a história com o auxílio da direção de Hancock. 

No filme conhecemos Deke (Washington), um policial cansado com um talento para enxergar os pequenos detalhes que podem solucionar casos e com uma tendência por quebrar regras. Quando ele se une ao esperto detetive Baxter (Malek), para encontrar um serial killer (Leto), seu passado obscuro e mau comportamento começam a se tornar um problema.

A todo momento o filme se apoia no mistério de pequenos detalhes, o que inclusive dá o nome ao filme e é o foco principal dele: “as pequenas coisas” (The Little Things, nome em inglês do filme) que ao fim fazem diferença na história. Não há necessariamente um mistério central pelo qual o filme é regido, a história se desenrola por causa da personalidade dos envolvidos, principalmente do policial Deke. 

Apesar de ter um assassinato que une os dois policiais de distritos distintos, o que dita o rumo da história são os fantasmas que Deke carrega. Sua obsessão e a linha tênue entre o certo e errado, que já havia sido apagada em sua carreira há décadas, são os principais pilares na formação do seu personagem. Em um olhar mais superficial é comum enxergá-lo apenas como um profissional dedicado e viciado em solucionar casos, mas na verdade descobrimos que ele só quer se livrar dos fantasmas dos erros de seu passado.

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Acontece que, pelo menos na história, o papel de Jared Leto como o “esquisitão suspeito” acaba se perdendo na trama. Os pequenos detalhes levaram a crer que ele era o culpado, mas como podia ser se não havia provas encontradas contra ele? Seu papel serve apenas pra emergir uma confusão caótica entre os investigadores. E com o final daqueles, nunca saberemos de fato. É algo que o filme fez questão de deixar claro, as coisas continuariam do jeito que começaram, só que dessa vez o policial interpretado por Malek carregaria seus próprios demônios.

Por mais que a história tenha se tornado previsível na metade do longa, não há o que se falar a respeito das atuações. Washington, Malek  e Leto são a combinação mais improvável que deu certo nos últimos anos, cada um com sua qualidade singular faz com que a história se torne mais intensa, tensa e completamente carregada de emoção. É possível enxergar, quase que de uma forma palpável, os sentimentos impostos pelos atores, capaz de trazer aflição em momentos bem específicos da trama.

Ainda que “Os Pequenos Vestígios” tenha sido um filme mediano, bem “ok”, do gênero de suspense policial, as atuações fazem com que o filme convença os amantes do gênero em pelo menos permanecer até o fim. Com algumas surpresas impostas em momentos cruciais do desenvolvimento do enredo, o filme se mantém interessante até o último momento de tela.

Nota: 3/5

Autor do Post:

Ludmilla Maia

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25 anos. Criadora e uma das fundadoras da Tribernna, escrevo pra internet desde 2016. Amo podcast como amo cultura asiática e heróis. Nas horas vagas, concurseira e bacharel em direito.

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Um dia eu te conto o que significa o nome “Tribernna”.

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