“Se nada der certo até os 30, você se casa comigo?” é clichê, mas tem algo a mais

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Sem enrolações e indo direto ao ponto, “Se nada der certo até os 30, você se casa comigo?”, da escritora Karina Halle, é um ótimo livro. É clichê, você prevê tudo o que vai acontecer desde as primeiras páginas por ser uma história comum, mas é, ainda assim, diferente. E isso garante o sucesso da obra, que se tornou um best-seller do New York Times. No Brasil, o livro é distribuído pela editora Única.

O diferencial do livro já começa no título. “Se nada der certo até os 30, você se casa comigo?” é um baita título bom, que chama a atenção e desperta a curiosidade. Claro que já entrega a história do livro, mas quem se importa? É melhor do que o nome em inglês, inclusive. Admitindo, esta foi uma obra que eu comprei inteiramente pelo título, nem tinha lido a sinopse – e precisava ler a sinopse para saber qual seria a história?

Outro diferencial da obra é, justamente, a qualidade da autora Karina Halle, que conseguiu criar diálogos divertidos e personagens carismáticos, que a gente xingava ou acolhia, dependendo do momento da trama. Todos os personagens com erros e acertos, qualidades e defeitos. Ninguém é inalcançável.

Por fim, algo que também me chamou muito a atenção positivamente foi a “realidade” da obra. Não há floreios nos diálogos. Apesar de ser, sim, um livro de romance, de amor, se aproxima mais da realidade. Ao mesmo tempo que há “o meu coração é seu”, também há “vamos transar”. E é isso. Choquem: casais transam.

De resto, são os mesmos clichês de sempre: triângulo amoroso, casal que demora a ficar junto, casal que tem problema para ficar junto, relacionamentos bostas que fazem o certo parecer ainda mais certo, entre outras coisas.

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É leve. É gostoso de ler. Admito, inclusive, que derramei algumas lágrimas. E nisso eu dou todo o mérito para a autora, Karina Halle, que soube se aproveitar dos clichês – que eu sempre digo que não são ruins, são apenas seguros – para conduzir muito bem a história até o final, mantendo o leitor entretido e interessado, mesmo já sabendo o final. 

Inclusive, a escrita da autora é tão boa, que ela deixa todos os clichês divertidos ou angustiantes. Em determinado momento, ela dedica nada menos do que UM PARÁGRAFO INTEIRO apenas para falar do órgão genital do Linden, um dos protagonistas. É bizarro? Muito. Eu ri? Tanto quanto.

Se nada der certo até os 30, você se casa comigo?” vale a pena pela facilidade da leitura, pela fluidez do livro. Não é difícil de se terminar em um dia, para quem estiver com pressa, mas você também não se perde na história caso demore a ler. É simples. E simples, muitas das vezes, é bom.

E você? Já fez esse pacto com alguém?

Autor do Post:

Henrique Schmidt

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O louco dos livros, filmes, séries e animes. Talvez geek, talvez nerd, talvez preguiçoso, mas com certeza jornalista

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