CRÍTICA | Um respiro no terceiro episódio que Loki precisava

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Enfim a quarta-feira aguardada de toda semana. Mais uma quarta, mais um episódio de Loki. Eu imagino o quanto todas as pessoas estavam ansiosas para saber várias respostas de dúvidas de todas as perguntas que surgiram nos últimos episódios. E, para infelicidade de muitos, esse episódio não trouxe muitas dessas respostas.

O enredo do episódio foi mais simples do que foi dado a entender no final do último episódio. Loki segue Sylvie, por um portal que leva-os até a central da AVT, onde a variante tenta entrar no elevador dourado, que supostamente leva aos Guardiões do Tempo. Nosso Loki acaba frustrando os planos de Sylvie, já que durante uma briga ele acaba teleportando os dois para um dos apocalipses salvos no último episódio.

Para a tristeza das duas variantes, elas acabam caindo em uma lua que será destruída com uma colisão com outra lua. Para mais tristeza ainda deles, o aparelho que Loki usa para fazer o teleporte descarrega, e eles precisam procurar uma fonte de energia grande o suficiente para carregar o aparelho para que os dois possam sair vivos da lua.

A trama então não lida tanto com a loucura de viagens multidimensionais, e mais sobre as diferenças entre as duas variantes. Digo variantes por que embora sejam a mesma pessoa, Sylvie não aceita ser chamada por Loki, algo que estou ansioso para saber os motivos e entender melhor a personagem.

O episódio foi uma pausa bem feita da loucura e frenetismo que os últimos dois episódios apresentaram. Após sermos introduzidos ao conceito de multiverso e AVT, e termos aulas didáticas sobre como funciona o sistema de variantes no tempo, agora um episódio de “descanso”. Tudo bem, os personagens passam os 50 minutos de programa correndo para conseguir fugir, porém com alguns momentos interessantes de conversa, em que conhecemos mais do nosso Loki, já que este teve sua mudança durante o MCU, mas não necessariamente teve um momento de explicação de quem ele era.

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A personagem Sylvie também recebe um aprofundamento, embora seja bastante sutil em comparação com o de Tom Hiddlestone. Sylvie já cresceu sabendo que era adotada, não parece ter sido filha de reis e rainhas como Loki, e principalmente, tendo aprendido sua magia sozinha, diferente do nosso Loki, que aprendeu magia ensinado pela sua mãe, a rainha Frigga.

Além de aprofundar os personagens e a relação que eles provavelmente terão ao longo da série, esse episódio também trouxe uma revelação muito importante, que será falada a seguir, então: SPOILER A FRENTE!

Os funcionários da AVT são variantes, ou seja, não foram criados pelos guardiões do tempo como foi dito por Mobius no primeiro episódio. Isso abre caminho para o futuro da série, com talvez a não existência dos Guardiões do Tempo, além de possivelmente a ideia de que as armas que “apagam” variantes, na verdade fazem com que elas se tornem funcionárias da AVT.

Esse é um ponto chave do episódio, e talvez guie o caminho para o futuro da série, já que essa é uma brecha que Loki pode utilizar para trazer Mobius para o seu lado, esse que por sinal, fez bastante falta durante esses 50 minutos.

O episódio acaba com mais um cliffhanger gigante, e se eu pudesse apostar em cima das chances, diria que talvez o episódio que vem não seja tão bombástico como foram os dois primeiros. A série não pode toda semana trazer mais e mais informações e mais “Mephistos” para assombrar todos os canais de YouTube com teorias e mais teorias. O episódio dessa semana foi necessário para o percurso tanto do amado personagem de Loki, quanto para nós descansarmos um pouco dos excessos de informação dos últimos episódios.

Autor do Post:

Manoel Cunha

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Gamer, cinéfilo, leitor e as vezes faço algo mais da vida. Estudante de jornalismo, fã de podcasts. Gamertag: manoelcdq.

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