CRÍTICA | 4ª temporada de “The Handmaid’s Tale” traz uma retomada revigorante

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Já famosa pelas das anteriores e pelas polêmicas pela semelhança com diversas realidades de mulheres ao redor do mundo durante anos, é inegável a importância da série The Handmaid’s Tale na atualidade por todos os temas que ela aborda sem filtros.

A quarta temporada estreou seus 3 primeiros episódios em 28 de abril de 2021 nos EUA e no Brasil no dia 02 de maio, pelo Paramout+. Esse é o primeiro ano que temos uma transmissão quase simultânea entre os EUA e o Brasil, sendo que os episódios estreavam nas quartas-feiras nos EUA e nos domingos aqui no Brasil.

Depois de um final ao mesmo tempo empolgante e assustador em sua terceira temporada, The Handmaid’s Tale retornou para a sua quarta temporada com os dois pés na porta, dando um chute na cara do telespectador.

June e as Aias chegando à fazenda dos Keys. Foto Reprodução:Hulu.

Atenção: Essa crítica contém spoilers da quarta temporada e das temporadas anteriores.

Breve resumo do que acontece na quarta temporada:

Depois de quase morrer naquela operação que ficou conhecida como “o Voo dos Anjos”, que salvou 86 crianças e algumas Aias e Marthas de Gilead, June (Elisabeth Moss) é salva por Marthas e Aias que optaram por ficar para trás para ajudar a June na distração dos guardas. Ela e as outras fugitivas conseguem apoio em uma fazenda onde uma Esposa que tem apenas 14 anos cuida para que June se recupere e as outras permaneçam escondidas.

June se recupera e toma a frente de um plano para salvar mais crianças e mulheres apoiada por Esther (Mckenna Grace), a Esposa. Mas as coisas dão errado e June é novamente capturada e levada ao Centro Vermelho e torturada para contar onde as outras Aias estão. Temos um episódio inteiro de tortura até que usam a Hannah (Jordana Blake) para que ela conte tudo. As Aias são recuperadas e Esther capturada e punida e quando estão indo embora numa van, novamente June bate em Tia Lydia (Ann Dowd) e foge com as Aias.

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Algumas são mortas por tiros e Alma (Nina Kiri) e Brianna (Bahia Watson) são atropeladas por um trem, enquanto June e Janine (Madeline Brewer) conseguem escapar e seguem escondidas até chegarem a uma comunidade de rebeldes em Chicago.

Apesar de poderem ficar com os rebeldes, June decide seguir sua fuga e Janine, que tinha decidido ficar, acaba seguindo com ela. “Aias andam em dupla”. Mas um bombardeio acontece e elas são pegar no meio do fogo cruzado. Moira (‎Samira Wiley), a amiga de June que conseguiu fugir lá na primeira temporada, entrou para uma ONG que ajuda resgatando pessoas na zona de guerra e nesse bombardeio ela encontra June no meio dos escombros. Ela resga June, que está desorientada, não a reconhece e está desesperada por não conseguir encontrar Janine.

June (Elizabeth Moss). Foto Reprodução:Hulu.

Com muito custo e sob o risco de uma severa punição por estar salvando uma pessoa de forma irregular, Moira finalmente consegue levar June para Toronto, onde Luke (O. T. Fagbenle), Nichole e todas as outras resgatadas estão esperando por ele.

A partir daí, June tenta se encaixar e lidar com todo o seu trauma pelos anos de cárcere e violência em Gilead. Ela confronta Serena (‎Yvonne Strahovski) na prisão em mais um discurso emocionante onde é impossível não sentir raiva de Serena e todo o alto escalão de Gilead, depois ela faz depõe contra Fred (Joseph Fiennes)e Serena diante do Tribunal Penal Internacional pelos seus crimes contra a humanidade, contando tudo o que ela sofreu na mão deles e em Gilead com todos os detalhes. Enquanto isso, em Gilead temos uma Tia Lydia tentando retomar seu posto e ela tem a ajuda do Comandante Lawrence (Bradley Whitford), que graças às informações que Tia Lydia deu, conseguiu se livrar da sua punição por ter ajudado na fuga das crianças e agora é um dos Comandantes mais poderosos. Tia Lydia agora treina as novas Tias. Vemos que eles conseguiram resgatar Janine dos escombros do bombardeio e ela retornou para ser Aia novamente.

Quando June e Luke tentam reaver Hannah buscando ajuda de Lawrence, ele oferece fazer uma troca: Hannah por algumas crianças resgatadas. June, mesmo relutante, se nega a aceitar os termos e Luke propõe que eles peçam ajuda de Nick. June e Nick se encontram, ele leva documentos, fotos e todas as informações que ele tem sobre a Hannah, eles têm um momento de sentimentos e taus, com a Nichole e se despedem com um ar de que dessa vez foi a última. No Centro Vermelho, Tia Lydia está com uma nova Aia e vemos que ela é a Esther, a Esposa. Esther se nega a cooperar e é acorrentada e torturada e Janine convence ela a ser boazinha em uma das falar mais tristes do episódio: “Elas (as Tias) não vão te deixar morrer. Elas vão continuar te machucando, de novo e de novo, até você fazer o que eles (o governo) dizem! É o trabalho delas.”

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Esther (McKenna Grace) e Janine (Madeline Brewer). Foto Reprodução:Hulu, 2021.

Em Toronto, durante uma visita dos Warren, os Waterford descobrem que Gilead os abandonou e que o bebê que Serena está esperando é considerado propriedade do país e que ela deve retornar. Mas caso ela retorne, o governo vai tomar o bebê da Serena e ela será mandada para das Colônias ou se tornará uma Aia, já que agora ela pode ter filhos. Por isso, Fred aceita os termos de delação premiada de Mark Tuello (Sam Jaeger) para contar tudo sobre Gilead em troca de liberdade.

Quando June descobre que Fred vai ficar livre, ela entra em contato com todos os que ela conhece que podem ajudar para que ele seja enviado para Gilead e punido lá como traidor que é e consegue. Ele é preso por Nick e levado até a zona neutra onde June chama todas as mulheres libertadas para espanca-lo até a morte. June consegue sua vingança e finalmente coloca ele no muro.

 

Pontos negativos da temporada:

Por mais que a série seja incrível, é impossível não mencionar o quanto incomoda a parte da tortura física, psicológica e sexual sofrida pelas mulheres ao longos dos episódios. Nessa temporada vemos muito mais disso e temos um episódio inteiro dedicado apenas a torturar a June. Nem as tentativas de deixar o visual sempre muito bonito com a fotografia conseguem disfarçar o quanto aquilo é grave, que uma mulher está sendo torturada. É quase um torture porn. Faz parte da trama, funciona, mas não sei bem se deveria ser assim. Ok, é The Handmaid’s Tale, ela veio pra mostrar como as coisas são, sem filtros. 

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Outro ponto negativo foi a Janine ter sido novamente pega e devolvida a Gilead. Agora vemos que ela provavelmente tem planos por estar tão próxima da Tia Lydia e que ela não é tão frágil quanto pensam, mas isso foi muito assustador. 

E por último, a possibilidade do Fred Waterford conseguir sair ileso de todos os crimes cruéis que ele e a Serena cometeram. Eles são os fundadores de Gilead, eles escreveram as leis, tudo. Gilead existe em parte porque eles a fizeram assim. Eles merecem ser punidos de acordo.

 

Pontos positivos da temporada:

Sem dúvidas, tudo em The Handmaid’s Tale é feito com excelência. Seria ser puxa-saco dizer que a temporada inteira é o ponto positivo, depois de uma 3ª temporada não tão boa, mas é isso mesmo. 

A fotografia continua magnífica, o roteiro impecável dessa temporada, a trilha sonora imersiva como deveria ser, a direção, inclusive da própria Elisabeth Moss, que dirige alguns episódios, e as atuações. Que atuações perfeitas!

Quero exaltar aqui a atuação da Mckenna Grace como Esther. Ela só tem 15 anos e eu não quero nem imaginar como foi para ela interpretar uma menina de 14 anos que foi submetida às coisas que ela foi e fazer as coisas que ela fez. A palavra “perfeição” chega perto de descrever os elogios que ela merece.

June (Elisabeth Moss) e Esther (Mckenna Grace). Foto Reprodução:Hulu.

Para concluir, a 4ª temporada era a guinada que a série estava precisando. Finalmente podemos ver que as coisas estão caminhando para o final, e, quem sabe, para o encontro de June com sua filha Hannah, a paz, a libertação de todas as mulheres e o fim de Gilead. 

Você pode assistir as 3 primeiras temporadas da série no Globoplay e a série completa no Paramout+.

Blessed be the fruit é o c@r#lh%!

Nota: 4,9/5

Autor do Post:

Jessica Rodrigues

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Darkzera do cerrado tocantinense, engenheira florestal, ilustradora botânica e médica de plantinhas; apaixonada por terror e romances boiolinhas, às vezes podcaster e, definitivamente, louca das plantas e dos gatos.

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