CRÍTICA | “Rua do Medo: 1994 – Parte 1” cumpre o que promete

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Rua do Medo: 1994  é o primeiro filme de uma trilogia de terror da Netflix que estreou hoje, 2 de junho. Os três filmes são baseados em livros do escritor estadunidense R.L. Stine e serão lançados todos no mês de julho: dia 09 estreia a segunda parte, Rua do Medo: 1978, e dia 16 estreia Rua do Medo: 1666, a parte final. A direção é da Leigh Jania, com roteiro de Kyle Killen, Phil Graziadei e da própria Leigh Jania.

Leia a Sinopse:

“Em 1994, um grupo de adolescentes descobre que os eventos terríveis que assombram sua cidade há gerações podem estar conectados. O pior: eles podem ser os próximos alvos. Baseada na série de livros de terror de R.L. Stine, a trilogia conta a história sinistra da cidade de Shadyside.”

Nesse primeiro filme, a história se passa numa cidadezinha de Ohio chamada Shadyside, que é conhecida por “capital da morte” nos EUA, já que a cidade vive de tempos em tempos episódios de crimes brutais. Daí, quanto um grupo de adolescentes na década de 1990 que descobre que os episódios de assassinatos podem estar conectados, eles se encontram no meio dos acontecimentos e que as consequências podem ser a morte, eles passam a fugir de assassinos que os perseguem pela cidade para buscar maneiras de se livrarem deles antes que o pior aconteça. 

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Josh (Benjamin Flores Jr.), Kate (Julia Rehwald) e Simon (Fred Hechinger). Foto Reprodução:Rua do Medo: 1994,Netflix, 2021.

Atenção: a partir daqui teremos spoilers do enredo.

Nessa primeira parte da trilogia, vemos que o filme é um slasher bem aos moldes de grandes clássicos, como Pânico e A Hora do Pesadelo, grandes clássicos desse subgênero do horror, que é definido por um grupo de pessoas fugindo de um assassino imparável, que sempre vai encontrar suas vítimas. 

O diferencial aqui é que os assassinos deveriam estar mortos. Nos primeiros 5 minutos do filme, temos um assassinato no shopping, onde o assassino é morto por um policial e na noite seguinte persegue Deena (Kiana Madeira), Sam (Olivia Welch), Josh (Benjamin Flores Jr.), Kate (Julia Rehwald) e Simon (Fred Hechinger) no hospital, quando Deena vai confrontar Sam sobre seu namorado a estar perseguindo, já que elas são ex-namoradas. 

O grupo inteiro funciona super bem e todos eles fazem jus a estereótipos dos filmes de terror: temos o casal, vivido aqui por Deena e Sam, o engraçadinho, a líder de torcida e o nerd, que tem a função de descobrir como se enfrenta aquele mal que os persegue. Suas atuações são cativantes e divertidas, lembra até um pouco Stranger Things, só que com mais sangue.

O filme não poupa o telespectador dos assassinatos e nem das mortes chocantes e sangrentas, bem ao estilo de grandes filmes do gênero. Temos mortes por facas, machado e até com uma serra de carne (eu acho). É tudo bem gráfico e o sangue escorre no chão. 

A trilha sonora também cumpre seu papel e o uso das músicas da época garantem a nostalgia. Toda a ambientação do filme é muito anos 1990. A produção mandou muito bem nessa parte.

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Deena (Kiana Madeira), Sam (Olivia Welch). Foto Reprodução:Rua do Medo: 1994,Netflix, 2021.

O grande plot que liga os 3 filmes dessa trilogia é a justificativa dos assassinatos. Há séculos atrás, em 1666, uma bruxa foi queimada em Shadyside e há uma maldição para quem encontra seus ossos. Diz a lenda que ela amaldiçoou todos os assassinos anteriores a matarem todas as pessoas próximas a eles e depois se matarem.

Josh, que é o nerd do grupo, vive em fóruns na internet sobre os acontecimentos e por isso ele sabe sobre essa lenda, mas eles descobrem que a bruxa não morreu coisa nenhuma e que ela faz as próprias regras sempre que quer, deixando o final do filme previsível, mas ainda assim com um bom cliffhanger para os próximos filmes. 

No fim, Rua do Medo: 1994 é um bom slasher para o público mais jovem, já que o autor dos livros escreve para jovens adultos e a história do filme não vai muito além disso, apesar de ter bastante assassinatos.

Nota: 3,9/5

Autor do Post:

Jessica Rodrigues

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Darkzera do cerrado tocantinense, engenheira florestal, ilustradora botânica e médica de plantinhas; apaixonada por terror e romances boiolinhas, às vezes podcaster e, definitivamente, louca das plantas e dos gatos.

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