CRÍTICA | “Rua do Medo: 1978 – Parte 2”, a continuação maravilhosa da trilogia

Siga e Compartilhe:

Atenção: este texto contém spoilers deste e do primeiro filme da trilogia, o Rua do Medo: 1994 – Parte 1.

Na última sexta-feira (9), estreou na Netflix a segunda parte da ambiciosa trilogia de filmes de horror, Rua do Medo. Agora, ainda mais firmada como um filme do subgênero slasher, Rua do Medo: 1978 – Parte 2 nos leva em uma história sobre os acontecimentos do passado que impactaram diretamente no que aconteceu na noite do primeiro filme, o Rua do Medo: 1994 – Parte 1 (que tem crítica aqui na página, só clicar aqui).

Como na primeira parte, Rua do Medo: 1978 é uma adaptação dos livros do escritor estadunidense R.L. Stine, dirigida por Leigh Jania e com roteiro de Kyle Killen, Phil Graziadei e da própria Leigh Jania. 

Confira a sinopse: 

Em 1978, o Acampamento Nightwing é dividido por campistas e monitores vindos de cenários sociais diferentes da cidade, mas quando horrores do passado ganham vida, eles precisam se unir para resolver um terrível mistério antes que seja tarde demais.

Depois de acompanharmos a saga de Deena (Kiana Madeira) e seus amigos no primeiro filme, os sobreviventes da perseguição vão atrás de C. Berman (Gillian Jacobs), a única sobrevivente do ocorrido no Acampamento Nightwing em 1978, em busca de alguma pista que possa quebrar a maldição da bruxa Sarah Fear. 

READ  MÚSICA | Confira o mais novo clipe de Katy Perry, Never Really Over

Acampamento Nightwing. Foto Reprodução:Netflix, 2021.

Agora, com esse segundo filme, finalmente entendemos o porquê da trilogia Rua do Medo ser classificada para maiores de 18 anos. Aqui temos mais violência gráfica, com mais sangue, cenas de sexo explícito e uso de entorpecentes, já que remete à “liberdade” dos anos 1970. 

Nesse filme, C. Berman conta a história sobre ela e a irmã no acampamento de Acampamento Nightwing no verão de 1978. Cindy (Emily Rudd) e Ziggy Berman (Sadie Sink), que é mais nova, são de Shadyside e não se dão muito bem. Enquanto Cindy é toda certinha, monitora do acampamento e com o namorado perfeito, Ziggy é tida como uma “párea” por seus colegas, sofrendo bullying pesado, até passando por agressões por parte dos colegas do acampamento que vieram da cidade vizinha mais rica, Sunnyvale.

Cindy (Emily Rudd) e Ziggy Berman (Sadie Sink). Foto Reprodução:Netflix, 2021.

As coisas mudam quando coisas estranhas começam a acontecer no acampamento e Cindy e o namorado Tommy Slater (McCabe Slye) são atacados pela enfermeiro do acampamento, que alega só estar acelerando as coisas, já que Tommy morreria naquele dia de qualquer jeito. 

Convencidos de que o ocorrido faz parte da maldição de Sarah Fier, Cindy, Tommy e seus amigos Alice (Ryan Simpkins) e Gary (Drew Scheid) decidem investigar o que está acontecendo, acabam parando em uma caverna com túneis subterrâneos que se estendem por todo o acampamento e é aí que toda a desgraça começa a acontecer. 

Tommy é possuído pela Sarah Fear e começa a perseguir e matar com um machado todos os campistas que vieram de Shadyside, mostrando mais uma vez que tudo que é de Shadyside está “condenado”. Aqui é impossível não comparar o filme com Sexta-feira 13 Parte II (1981), tanto pelo assassino imparável, quanto pelo saco de pano que é colocado na cabeça do Tommy, assim como o que Jason Voorhees usa para esconder o rosto. 

READ  MÚSICA | Nova Station da SM traz uma parceria entre NCT DREAM e HRVY, confira

Tommy Slater (McCabe Slye) possuído. Foto Reprodução:Netflix, 2021.

Vemos aos poucos a evolução da Cindy, de certinha e incrédula, para a mulher que fará qualquer coisa para salvar a irmã, até mesmo matar o próprio namorado e arrancar a cabeça dele. E ela faz e é incrível. 

As atuações, especialmente das duas protagonistas, Emily Rudd e Sadie Sink, e da Alice (Ryan Simpkins), convencem muito bem. Elas são tão cativantes, que você teme por elas o tempo inteiro.

A direção e a fotografia também são muito boas, pelo que se espera de um slasher. Todos os closes, quando a câmera foca no machado do Tommy em ação ou nos rostos apavorados das vítimas, são muito bonitos, de bom gosto até, se você desconsiderar que são assassinatos.

Apesar de ser um pouco lento no começo e pouco surpreendente, Rua do Medo: 1978 – Parte 2 é uma continuação maravilhosa desse projeto da Netflix. Ele não é aquele filme de terror que vai mudar a sua vida ou super revolucionário, que é o que estamos sempre esperando ultimamente. Realmente ele não tem nada disso. Mas ele é um bom filme, é divertido e chego a dizer que é até melhor que muito filme slasher que vemos por aí, já que os personagens todos têm a sua própria história. 

Vejo muito essa trilogia como um teste para o que Stranger Things pode vir a ser no futuro, já que as crianças cresceram, e para um novo formato de lançamento de séries, de forma semanal. 

Rua do Medo: 1978 – Parte 2, assim como a Parte 1, é um filme perfeito para assistir despretensiosamente, apenas por diversão. Espero que a conclusão da trilogia não deixe a desejar. 

READ  “Dança da Escuridão” e a conclusão de uma série

Nota: 3,9/5

Autor do Post:

Jessica Rodrigues

administrator

Darkzera do cerrado tocantinense, engenheira florestal, ilustradora botânica e médica de plantinhas; apaixonada por terror e romances boiolinhas, às vezes podcaster e, definitivamente, louca das plantas e dos gatos.

    Continue Reading

    Previous: CRÍTICA | Apesar de não suprir as próprias expectativas “The flight attendant” pode ser um bom entretenimento
    Rate article