CRÍTICA | Segunda temporada de “Eu nunca” traz os mesmos dilemas porém com discussões necessárias

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A segunda temporada de “Eu Nunca…” estreou nesta quinta (15) na Netflix com 10 episódios de mais ou menos 20 minutos cada, como sua temporada de estreia.

Agora, Devi deve escolher quem ela vai ficar, Praxton ou Ben. Além disso, deve sobreviver ao ensino médio e a possível mudança para Índia.

Trazendo todo elenco da primeira temporada de volta, e com adições de alguns novos rostos, o enredo da 2ª temporada parece ter empacado na mesma construção da sua temporada anterior. Não vemos nenhuma evolução da protagonista até os dois episódios finais. Inclusive, ela comete os mesmos erros -de formas diferentes- nesta nova temporada. Parece que a produção encontrou uma fórmula que fez sucesso e apostou nisso novamente. No entanto, a série brilha mais ainda nos pontos que ela tem de diferença com a primeira.

Ao contrário que muitos pensaram após a divulgação da nova temporada, nesta etapa da série, eles não focam necessariamente no triângulo amoroso. Para surpresa (e talvez tristeza) de muitos, isso dura bem pouco e serve como o estopim para os futuros dilemas e intrigas da série.  Bem até o final…(spoiler!)

O que ela traz de novo é a discussão de certos temas importantes e necessários de serem falados, principalmente no meio mais jovem, de forma descontraída mas que não anulasse sua importância, como distúrbios alimentares e relacionamentos abusivos. Apesar da série não se aprofundar nisso, ela explora com leveza como isso afeta as pessoas mesmo após elas terem enfrentado isso em suas vidas. Com humor e uma dose da loucura da Devi, “Eu Nunca…” consegue alimentar a faísca e instiga o debate desses tópicos de modo que seja compreensível e nada pesado.

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Como já mencionado, durante 8 episódios a trama evolui igual já havíamos visto antes, até com alguns personagens secundários. É tudo muito similar, porém é no episódio 9 que vemos uma drástica mudança e evolução, principalmente na protagonista, que começa a refletir sobre suas escolhas e forma de agir. As relações familiares são bem desenvolvidas, ao contrário das amizades que permanecem frágeis demais, porém compreensível para uma série teen.

A temporada tenta explorar a comunidade queer, com mais afinco do que somente inserir uma personagem lésbica, mas falha. Todavia, acerta ao dar um novo ponto de vista, além dos “sair do armário” que envolvem a temática, agora o ponto é “não se encaixar”, algo muito relacionável e que pode inspirar diversos jovens que se identificam com aquilo.

Concluo que a temporada foi imensamente divertida, a protagonista evolui para alguém que você não detesta tanto assim como na primeira e se torna tolerável e hilária. Todo elenco possui uma química naturalmente palpável que entretém o público, capaz de fazer com que você não consiga desapegar deles e fazer com que seja difícil escolher um lado da história.

Nota: 3,8/5

Autor do Post:

Ludmilla Maia

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25 anos. Criadora e uma das fundadoras da Tribernna, escrevo pra internet desde 2016. Amo podcast como amo cultura asiática e heróis. Nas horas vagas, concurseira e bacharel em direito.

Um dia eu te conto o que significa o nome “Tribernna”.

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