CRÍTICA | “Jungle Cruise” traz nostalgia em uma aventura genérica e divertida na Amazônia

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O novo lançamento da Disney estrelado por Emily Blunt e Dwayne Johnson estreou na última quinta-feira (29) nos cinemas e no Premier Access do Disney+, simultaneamente.

“Jungle Cruise” gira ao redor do malandro e brincalhão Frank Wolff (Dwayne Johnson), capitão do barco La Guilla. Ele é contratado pela Dra. Lily Houghton (Emily Blunt) e seu irmão McGregor (Jack Whitehall) para levá-los em uma missão pelas densas florestas amazônicas com a intenção de encontrar uma misteriosa árvore com poderes de cura que poderá mudar para sempre o futuro da medicina. No caminho, eles viverão inúmeros perigos, enfrentando animais selvagens e até mesmo forças sobrenaturais.

O filme traz à tona diversos elementos de blockbusters de ação, como Piratas no Caribe, Sherlock Holmes e até mesmo Indiana Jones, principalmente no início quando Lily foge ao roubar um artefato histórico. Toda ação que se prolonga no decorrer da trama remete a filmes que fizeram sucesso na década passada com a mesma temática, até mesmo em algumas ferramentas utilizadas na narrativa, como o grande segredo de Frank e os vilões do filme.

Os vilões… essa foi uma grande surpresa para um filme da Disney. Eles são completamente macabros, por mais que tenham uma piadinha para aliviar a tensão não tem como negar que eles estão em um nível muito mais sombrio e aterrorizante do que a gente espera das produções da casa do Mickey. E se formos observar a sua história com um olhar mais literal fica mais aterrorizante, a prisão perpétua é quase uma tortura que os mantém entre vivos e mortos, além da forma como eles foram parar ali. É tudo muito além do alcance da Disney.

Apesar de haver alguns erros no enredo (como a nossa moeda, que não era o Real nessa época) e se revestir de alguns estereótipos, a Amazônia é retratada de uma forma bem divertida em “Jungle Cruise“, trazendo a magia e lendas para dentro da vasta mata e extensos rios. A única coisa que incomoda é o fato da chefe da tribo ser uma mulher branca, enquanto os demais aparentarem realmente ser nativos. Ainda que a atriz seja mexicana… não foi legal.

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Quanto a história em si, não há muita novidade ou inovação, tudo já vimos anteriormente, a ação, as surpresas e o drama. Na verdade, durante as 2 horas o filme traz a sensação de uma espécie de Tarzan e Jane (até o finalzinho do filme se assemelha), como se a Disney estivesse reciclando ideias já abordadas para promover seu novo parque de diversões. No entanto, isso não é um grande defeito do filme, porque ele é executado de forma agradável, tudo funciona dentro do que foi proposto, mas não podemos negar que é um filme “esquecível”.

Talvez o maior erro do filme tenha sido seu CGI, o mesmo problema de Cruella. A computação gráfica é um pouco vergonhosa, talvez consiga enganar as crianças, mas aos olhos dos que consomem outras grandes produções essa parece ter sido feito por um estúdio pequeno e não um de grande renome.

O que se destaca no filme foi o fato da Disney ter inserido certos debates dentro da trama que não são tão comuns em seus filmes, como o preconceito que a mulher sofria (sofre) dentro da comunidade científica, como ela não tinha voz e era descredibilizada, e também a inclusão de um personagem abertamente gay no elenco principal.

“Jungle Cruise” é um filme divertido e para toda a família, com uma história cheia de ação e momentos dramáticos, o filme consegue entreter com personagens carismáticos, divertidos em uma aventura genérica, mas divertida, na Floresta Amazônica. 

Nota: 3,5/5

Autor do Post:

Ludmilla Maia

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25 anos. Criadora e uma das fundadoras da Tribernna, escrevo pra internet desde 2016. Amo podcast como amo cultura asiática e heróis. Nas horas vagas, concurseira e bacharel em direito.

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