CRÍTICA | “Viajantes: Instinto e Desejo” previsível, monótono e um clichê do gênero

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E se a esperança da humanidade estivesse nas mãos de 30 adolescentes que nunca viveram de fato na terra e que agora precisassem embarcar numa viagem de 86 anos para achar uma nova colônia? Essa é basicamente a premissa inicial de “Viajantes: Instinto e Desejo“, filme que entrou no catálogo da Prime Video neste mês de setembro.

Com a direção e roteiro de Neil Burger (saga Divergentes), o filme é estrelado por Tye Sheridan, Lily-Rose Depp, Fionn Whitehead, Isaac Hempstead-Wright e Colin Farrell. Com um roteiro bem previsível e brincando com ferramentas da narrativas já conhecidas no mundo da ficção científica, Neil Burger desaponta ao fazer um filme que se perde e acaba sendo monótono, previsível e simplesmente chato de assistir.

A história começa muito promissora, a ideia geral por mais que seja um pouco batida carrega em si um potencial gigantesco para um filme de ficção científica que bebe um pouco do thriller. Ao criar praticamente uma sociedade, uma nova geração que nunca teve contato com outras pessoas da Terra, o filme tem em suas mãos uma história que pode guiar em sua narrativa metáforas, suspense e uma história realmente impactante. No entanto, ao fim “Viajantes” acaba sendo uma espécie de Among Us de adolescentes com tesão.

Todavia, há de reconhecer que o filme consegue inserir de forma agradável até algumas analogias e metáforas a respeito da formação da sociedade e seus erros, principalmente com falsos líderes e dilemas morais. A criação de um inimigo invisível para inserir o medo e assim controlar facilmente a massa, além do poder tomado em momento de desespero são alguns tipos de exemplos colocados na trama que nos fazem questionar que esse veneno está realmente inserido na humanidade, já que nenhum deles teve contato ou influência com o mundo exterior. Porém, principalmente, dá a importância ao conhecimento a respeito da nossa história, para não repetir erros grotescos do passado, devemos conhece-lo e nunca negá-lo.

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O forte do filme não são (definitivamente) os plot twist, já que é tudo muito previsível e esperado conforme a narrativa evolui. A ambientação do filme, bem como a caracterização dos personagens e até a fotografia conseguem se sobressair algumas vezes, fazendo o filme não ser tão difícil e doloroso de assistir. Ainda assim, “Viajantes” é extremamente lento, tudo é desenvolvido de forma tão monótona que 1 hora parece na verdade 5 horas de duração.

“Viajantes: Instinto e Desejo” acaba caindo no limbo do clichê do gênero de ficção científica, e não digo isso no bom sentido, já que sua execução não é bem feita, nem na direção, muito menos no roteiro. Com um elenco de grandes nomes e uma premissa pra lá de interessante, Neil Burger desperdiça uma oportunidade incrível de se sobressair no gênero e criar algo realmente atrativo ao público, mas infelizmente cai na armadilha de se apoiar a adolescentes padrões cheios de hormônios e entrega um filme chato demais.

Nota: 2,8/5

Autor do Post:

Ludmilla Maia

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25 anos. Criadora e uma das fundadoras da Tribernna, escrevo pra internet desde 2016. Amo podcast como amo cultura asiática e heróis. Nas horas vagas, concurseira e bacharel em direito.

Um dia eu te conto o que significa o nome “Tribernna”.

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