CRÍTICA | 007 – Sem Tempo para Morrer é uma overdose de James Bond

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007 – Sem Tempo para Morrer é o último filme da saga de Daniel Craig, e finaliza a história que começou em 007 – Cassino Royale, e fecha com chave de ouro a vida de Craig como Bond. O filme foi dirigido por Cary Fukunaga, e, além de Daniel Craig, conta com Léa Seydoux, Rami Malek, e outros atores e atrizes que apareceram em outros filmes.

A história mostra um James Bond cansado da vida de agente secreto, aposentado na Jamaica após ser traído mais uma vez por um interesse romântico. Bond volta a ativa após um pedido de Felix Leiter, o melhor amigo de James desde Dr. No. Uma nova agente 00 é apresentada, sendo Nomi: a nova 007. Juntos, os personagens deverão impedir o vilão Safin, interpretado no longa por Rami Malek.

Sem Tempo para Morrer mostra o personagem de uma forma cômica, sempre usando seus bordões clássicos em situações inusitadas e engraçadas. O Bond de Craig merecia um final melhor que o de Spectre, e felizmente esse filme entrega. O filme não chega a ser o melhor entre os últimos, mas chega a ser injusto comparar qualquer outro filme com Skyfall.

Os personagens mais antigos são muito bem utilizados, o M de Ralph Fiennes está melhor que em Spectre, Madeleine Swann finalmente é uma personagem com sentido, e Moneypenny e Q também aparecem no filme e brilham muito bem, além de Jeffrey Wright, que faz sua última aparição como Felix Leiter. 

Sobre os personagens novos: Lashana Lynch faz um ótimo trabalho como uma 007 jovem, impulsiva e arrogante, assim como o próprio James Bond era em Cassino Royale. Rami Malek também dá as caras no filme como o vilão, inclusive fazendo algumas referências a outros vilões da série de filmes.

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O filme segue a fórmula clássica de 007, com todos os personagens originais e utiliza bem os personagens novos. A fórmula é usada de forma inteligente ao longo do filme, embora em alguns pontos ela falhe. Safin e Blofeld são falhas, um por não ter desenvolvimento suficiente, outro por ser uma cicatriz do filme anterior.

Rami Malek é um vilão que consegue chamar atenção, tanto pela sua aparência estranha quanto pelo brilhantismo dos seus planos, porém para por aí. O personagem é subutilizado, aparecendo pouco durante toda a extensão do longa e principalmente: são poucas as cenas que o personagem interage com Bond. Não é possível entender exatamente qual o plano final do personagem, o que ele deseja alcançar e principalmente: por que o personagem é tão inteligente e forte. Em outros filmes os personagens teriam um momento para explicar tudo, em outros tudo seria mostrado de forma mais inteligente com diálogos importantes e não explicativos ao extremo. Nesse filme, nenhuma das duas alternativas foi feita, então o personagem apenas não possui de fato uma personalidade.

Ernst Stavro Blofelt é a herança de Spectre, e por esse motivo é tão mal utilizado. Christoph Waltz é um ótimo vilão, e consegue chamar atenção nos momentos que fala, porém me faz lembrar do filme em que é o vilão principal, e sua mal utilização em Spectre faz a boa participação nesse filme acabar soando estranha. 

A conclusão que cheguei sobre o filme após digerir ele por completo é a de que Fukunaga quis entregar um final explosivo, impactante e surpreendente para a Era Craig, e conseguiu entregar esse final de forma satisfatória. As cenas de ação do filme são impressionantes e lindas de se ver, o romance de Bond com sua Bond Girl é lindo e mostra um lado romântico do 007 que só foi visto previamente em A Serviço Secreto de Sua Majestade. Com isso dito, não acredito que o próximo filme será uma continuação desse.

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A série necessita de um reboot (mesmo que essa palavra não signifique muito no universo 007), já que a história coesa e contínua dos filmes não cairá bem para o próximo ator ou atriz. Lashana Lynch será uma ótima 007 caso assuma o papel para o próximo filme, principalmente se fingir que os últimos 5 filmes não existiram. A história de Craig é boa, mas um novo Bond não pode surgir com os problemas de um Bond antigo ainda no local.

No geral, 007 – Sem Tempo para Morrer é um dos melhores filmes da franquia, e além de um ótimo filme de ação é também maravilhoso como um 007. Recomendo para quem gosta de um bom filme de ação, e é obrigatório para um fã da franquia. O filme está em exibição nos cinemas.

NOTA: 4/5

Autor do Post:

Manoel Cunha

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Gamer, cinéfilo, leitor e as vezes faço algo mais da vida. Estudante de jornalismo, fã de podcasts. Gamertag: manoelcdq.

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