CRÍTICA | “O que Aconteceria Se…” a Marvel soubesse explorar o multiverso em uma série surpreendente

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2021 é definitivamente o ano das séries da Marvel! Após apostar em um formato sitcom em WandaVision, o drama em Falcão e o Soldado Invernal, o espaço-tempo em Loki, finalmente a casa das ideias resolveu investir de verdade em uma série animada, e assim ganhamos “O Que Aconteceria Se…?” (“What If…?”).

A primeira série animada da Marvel Studios traz alternativas diversas a momentos que vimos anteriormente no Universo Cinematográfico da Marvel, surpreendendo ao criar realidades paralelas aos momentos icônicos dos heróis que já conhecemos e amamos. Com roteiro de AC Bradley e direção de Bryan Andrews, What If…? conseguiu em 9 episódios se reinventar e explorar (em suas limitações) a imensidão do multiverso observado pelo Vigia.

A princípio, a escolha dos traços da animação causa uma certa aversão, ainda mais se você é acostumado a consumir animações da concorrente DC Comics, que tem uma trajetória em animações muito sólida.  Mas, sem comparações aqui! Mesmo assim, é irrefutável dizer que é difícil de se acostumar com a arte escolhida para What If, e se eu fosse citar um ponto fraco da série…seria esse.

Já o ponto forte seria definitivamente o roteiro! É de comum senso dizer que a fase 4 da Marvel nos cinemas clama por algo similar ao que foi mostrado na série. Sem receio e fugindo do previsível, a maioria dos episódios surpreenderam, cativaram, emocionaram e despertaram todos os sentimentos que o cinema para fazer o similar demorou 10 anos para construir. É claro que a série por muitas vezes se apoiou na nostalgia e em referência ao cinema, todavia os melhores episódios foram aqueles que se distanciaram mais desse universo, como o episódio do Doutor Estranho (4) e o do Ultron (8), que demonstraram a audácia do roteiro.

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A liberdade ao criar despretensiosamente versões alternativas dos heróis e vilões que já conhecemos refletiu em roteiros criativos e ousados, tão bons ao ponto do estúdio já pedir a versão live action de alguns episódios. Explorar em dinâmicas diversas as habilidades dos personagens, bem como a forma que agiriam se tivessem naquela determinada situação traz uma nova e diferente perspectiva sobre o universo. Infelizmente, a série se limita aos personagens apresentados no MCU, e o estúdio perde mais uma oportunidade de introduzir equipes como X-Men e Quarteto Fantástico ao universo.

Enquanto isso, alguns episódios se banharam do conforto em copiar e colar a história original, como por exemplo o primeiro episódio da série focado na Capitã Marvel, o que acaba sendo uma quebra de expectativa quando se compara aos demais episódios. O mesmo acontece em episódios que não são levados a sério, como do Thor, e por mais que seja divertido, parece não encaixar com a série em geral.

A jogada de mestre da trama foi sua conclusão, interligando os episódios e mostrando a importância de cada um, o porquê foram aquelas realidades exploradas na série. Enfrentando uma grande ameaça, o episódio final (recheado de slow motion) é um show a parte, concluindo a série com louvor e nos deixando com um gostinho de quero mais fofocas do Vigia.

“What If…?” é a prova que a Marvel sabe ousar e explorar seus personagens, se assim o quiser, nos leva apenas a torcer que o desempenho e a resposta do público quanto a série reflita nas próximas tomadas de decisão do estúdio quanto ao roteiro dos filmes do cinema, afim de se afastar cada vez mais da previsibilidade e resgatar esse sentimento surpreendente que a série foi capaz de nos dar.

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Nota: 4/5

Autor do Post:

Ludmilla Maia

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25 anos. Criadora e uma das fundadoras da Tribernna, escrevo pra internet desde 2016. Amo podcast como amo cultura asiática e heróis. Nas horas vagas, concurseira e bacharel em direito.

Um dia eu te conto o que significa o nome “Tribernna”.

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