ENTREVISTA | Mariana Cardoso fala da relação entre suas paixões e “O Homem da Casa 7”, além de comentar futuro da história

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“O Homem da Casa 7” foi um livro que me conquistou por diferentes motivos, os quais eu já trabalhei melhor na resenha que pode ser encontrada neste link. No entanto, o que mais me conquistou na obra foi a atenção que ela dá à cultura, em diferentes formatos.

Lendo “O Homem da Casa 7” é possível ter contato com arte, literatura, música, entre outras coisas. Além disso, a história é permeada por mistérios que vão se desenrolando aos poucos, sem pressa, permitindo que nos encontremos e nos encantemos com cada um dos protagonistas e suas particularidades.

Conversei com a Mariana Cardoso, autora deste ótimo livro nacional. Mari Cardoso, como é conhecida nas redes sociais, tem 26 anos e mora no Rio de Janeiro. Formada em jornalismo, a autora é professora de inglês e artista, disponibilizando algumas artes para vendas nas redes sociais. Inclusive, comprei duas de suas artes, que deixo logo abaixo.

Jornalista por formação, Mariana explica que largou a profissão por não conseguir aplicar, no Brasil, o Jornalismo Investigativo que gostaria de trabalhar. Como sonho, a autora quer se sustentar apenas como escritora, por mais que ame dar aulas de inglês. “O caminho é longo, ser escritor não é fácil, muito menos ser só escritor. Amigos publicados há anos ainda não conseguem, então eu sei que é um sonho pelo qual terei que lutar bastante”.

Confira abaixo a entrevista completo com a autora Mariana Cardoso:

1 – De onde veio a inspiração para O Homem da Casa 7? Como foi o processo criativo?

MC: A inspiração veio de muitos lugares diferentes. Não teve exatamente uma fonte. Eu tive a primeira ideia quando tinha 18 anos, isto é, 8 anos atrás. Simplesmente sentei um dia e decidi que precisava pensar em algo para escrever. Antes disso eu havia escrito fanfics, mas nunca parei para pensar em algo 100% original. Esbocei os personagens e um plot. Muita coisa que pensei nessa época se manteve no livro, só foi aprimorado com o tempo. Infelizmente, só escrevi uns 2 capítulos antes de largar. Entrei na faculdade, comecei a trabalhar, não tinha tempo, energia ou saúde mental para escrever algo longo. Até que em 2017 eu decidi que era hora de trabalhar no texto, afinal, era meu sonho. Então eu passei do final de 2017 até o meio de 2018 escrevendo o primeiro rascunho de O Homem da Casa 7, que na época era Estrelas Dobradas. Quando terminei, comecei a estudar minhas opções e o que eu deveria fazer para entrar no mercado editorial. Um amigo me recomendou fazer uma leitura crítica com a Iris Figueiredo e eu fiz. Depois fiz outra leitura crítica com uma agência literária. Combinando essas duas entendi melhor o que faltava no livro. Reescrevi o livro inteiro, sendo que já tinha feito isso umas duas vezes antes. Enfim, reescrevi e estudei escrita criativa durante o processo. Enviei mais uma vez pra agência e dessa vez eu gostei do feedback e achei que seria o suficiente para um primeiro livro. 

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2 – O livro é claramente voltado para as suas paixões. Isso foi um facilitador na hora de escrever?

MC: Com certeza. Eu sempre falo que O Homem da Casa 7 é um projeto de amor. Pode não ser perfeito, na verdade, acredito que está longe de ser, mas com certeza é um livro acolhedor. Esse foi meu objetivo. Eu queria colocar na história o que eu realmente acho que importa no mundo: empatia, amizade, acolhimento, compreensão, educação e queria que os personagens fossem diversos. Nesse sentido, é mais fácil, porque você está falando do seu modo de ver a vida.

3 – E o que foi o mais difícil para você? Por quê?

MC: O mais difícil é escrever em si e aceitar que provavelmente você nunca vai ficar 100% satisfeito com o que você colocou no papel. Eu sou a minha maior crítica, então lidar comigo mesma é a parte difícil dos meus projetos. Eu levo bem o fato de que muita gente não gosta ou não vai gostar do que eu escrevo, tudo bem para mim, mas eu preciso achar minimamente aceitável e isso é complicado.

4 – Os 4 protagonistas têm características suas. Isso fica claro para qualquer pessoa que converse contigo. Mas tem algum deles que você se identifique mais? Por que?

MC: Refletindo agora acho que a Liz é muito parecida comigo quando eu era criança. Ela é muito corajosa, mandona, faladora e eu era exatamente assim. Eu também me sentia muito solitária e me sentia compreendida quando lia, então acho que por isso seria a Liz. Mas eu tenho muito do Jay também. 

5 – E tem algum que você se sinta mais distante? Por qual motivo?

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MC: Todos eles têm características minhas, não acho que eu me sinta mais distante de nenhum.

6 – Os fãs dos protagonistas podem esperar novidades no universo de O Homem da Casa 7?

MC: Vou ser honesta… Provavelmente não, mas eu cheguei a escrever algumas ideias para uma sequência explorando a vida deles depois do último capítulo e o passado de Fred, mas eu realmente não penso em voltar a esse universo em um futuro próximo.

7: Quais os próximos passos da escritora Mari Cardoso?

MC: Voltei a trabalhar em um livro. Comecei muitos projetos entre o fim do ano passado e o começo desse ano, mas não consegui conciliar muito bem minha rotina de trabalho, minha saúde mental na pandemia e a escrita. Só agora voltei a escrever de uma forma mais consistente e estou bem animada pra essa nova história.

Autor do Post:

Henrique Schmidt

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O louco dos livros, filmes, séries e animes. Talvez geek, talvez nerd, talvez preguiçoso, mas com certeza jornalista

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