CRÍTICA | My Name e sua qualidade cinematográfica traz uma Han So Hee jamais vista

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Felizmente é visível que nos últimos anos as mulheres começaram a ganhar mais destaque em produções de ação, deixando de lado o protagonismo de mocinhas indefesas ou o apelo sexual da trama. Podemos citar produções protagonizadas por Charlize Theron, como The Old Guard ou Atômica, e até mesmo o recém lançamento com Mary Elizabeth Winstead, Kate, que enfatizam como as histórias podem ir além das Bond Girls.

My Name comprova a eficácia do protagonismo feminino ao entregar uma história de vingança recheada de adrenalina e ótimas coreografias de luta, além de, é claro, ser responsável pela melhor performance da carreira de Han So Hee. 

O k-drama conta a história de Yoon JiWoo (Han So-hee), uma mulher que, após presenciar o assassinato do pai, busca vingança a todo custo. Ela deposita sua confiança em um chefão do crime organizado da Coreia do Sul que promete justiça a ela. Sob seu comando, Yoon JiWoo entra para polícia coreana na intenção de se tornar informante para ele.

My Name, que estreou na Netflix em 15 de outubro, foi capaz de nos envolver em uma trama que foi além do conteúdo superficial que o gênero pode trazer, apesar de ser muito convincente e apostar em uma qualidade técnica no mesmo nível de produções cinematográficas nas cenas de ação, a história também se banha do drama da vida da protagonista que abdica de tudo em sua vida para vingar a morte de seu pai.

A corrida em busca da verdade reúne distintos núcleos do elenco, que acabam sendo diferentes polos da moral (bem e mal), porém em seu conflito de interesses acabam difundindo em uma área cinzenta e nos fazendo questionar se é possível fazer justiça (legal) quando estamos inseridos completamente na história. Por um lado vemos JiWoo, nossa protagonista, que cegamente vai atrás de um falso alvo, após ser inserida em uma realidade distorcida, por outro lado temos Choi MuJin (Park Hee Soon) que em uma traição busca vingar-se por outra e por fim Cha GiHo (Kim Sang Ho) o policial que após anos transita entre o certo e errado para prender seu alvo.

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Dentre os 8 episódios o drama procura explorar a linha que existe entre esses três personagens e suas vivências, apesar de ter um desfecho clichê, a forma pelo qual a narrativa lida a teia de mentiras e mortes fazem com que acompanhemos o crescimento de uma mulher amargurada, com dor e que nunca pôde viver o seu período de luto. Tudo fica mais intenso quando a trama nos dá o vestígio de sua felicidade, da possibilidade de seguir em frente, e isso é tirado dela. O motivo pelo qual o episódio final é extremamente doloroso e intenso é simplesmente pelo fato do enredo ter a atenção e o cuidado necessário de desenvolver com excelência a sua personagem. 

O peso de ser uma mulher neste meio foi algo devidamente bem explorado, quando a narrativa evidenciava a diferença de tratamento que Jiwoo recebia apenas por ser mulher. Os obstáculos que teve de enfrentar, além das violências mentais e físicas que era vítima, foram expostos de maneira que ficasse claro que sua caminhada seria três vezes mais penosa que dos outros.

O elenco foi escolhido a dedo, não poderia imaginar algo melhor, todos, sem exceção, foram condizentes com o nível da produção e entregaram atuações impecáveis e na medida certa, ditando o ritmo e a intensidade que a história precisava no momento, seja no drama ou nas cenas de ação. Ahn Bo Hyun deu vida a um personagem que serviu como um contraste de JiWoo, vivências similares porém escolhas diferentes, o que foi essencial para a dinâmica da dupla e o amadurecimento da personagem. No entanto, não podemos negar que foi Han So Hee que brilhou.

Em My Name podemos ver de um jeito jamais visto a Han So Hee. A atriz foi capaz de mostrar que ela é além do estereótipo a ela inserido em seus trabalhos anteriores, provou ser versátil e de uma capacidade inimaginável. Han So Hee foi magnífica nas cenas dramáticas e foi excepcional das cenas que exigiam mais de suas aptidões corporais que emocionais. Fica claro ao fim que quem gosta de produções do gênero, provavelmente irá amar o k-drama, visto que ela abusa de todos as ferramentas que o gênero de ação/thriller/drama podem oferecem em uma combinação que a torna uma das produções em destaque do ano.

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O k-drama encerrou dolorosamente mas coeso. A história encerrou com chave de ouro, entregando tudo que ela propôs lá no começo, fechando um ciclo com perdas dolorosas mas com o conceito de justiça almejado pela protagonista encontrado. Não há dúvidas que 2021 foi o ano da Netflix na produção de obras sul-coreanas, após D.P Dog DayRound 6, o streaming colheu mais um ovo de ouro com My Name.

Nota: 4,8/5

Autor do Post:

Ludmilla Maia

administrator

25 anos. Criadora e uma das fundadoras da Tribernna, escrevo pra internet desde 2016. Amo podcast como amo cultura asiática e heróis. Nas horas vagas, concurseira e bacharel em direito.

Um dia eu te conto o que significa o nome “Tribernna”.

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