CRÍTICA | “Blue Birthday”, o Efeito Borboleta coreano com uma dose de romance adolescente

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E se você pudesse voltar no tempo para salvar alguém que ama apenas queimando algumas fotos? Blue Birthday traz em um thriller de romance e fantasia um mini drama cheio de reviravoltas, surpresas e perigos da viagem no tempo.

Fazendo sua estreia em Blue Birthday, Yeri conseguiu demonstrar sua desenvoltura em cenas dramáticas e intensas sem que se tornassem engessadas ou forçadas demais, prometendo ser uma grande aposta nos doramas já em seu primeiro papel de destaque nos k-dramas. Hongseok não fica pra trás, o ator ainda que faça o papel de um jovem um pouco introspectivo, conseguiu construir com Yeri um casal cheio de química, capaz de garantir suspiros da audiência que torce ansiosamente nos 16 episódios que eles tenham um final feliz.

A premissa inicial do drama é bastante intensa, já que logo nos primeiros minutos presenciamos um possível suicídio. No entanto, apesar de conter muitas mortes, cenas de ação em momentos pontuais e uma pitada de suspense a respeito de um possível “vilão”, o drama carrega a leveza do dia a dia escolar dos adolescentes da trama principal. Principalmente nos epílogos é possível ver a construção da amizade e do romance entre os 5 amigos, sempre interligando com as fotos que foram queimadas no episódio em questão.

A respeito das viagens do tempo, Blue Birthday cria uma dinâmica acompanhada por regras – que aparecem nos epílogos de cada episódio – muito convincentes, que fazem um total sentido para história, sem complicar muito mas dando devida atenção algumas regras básicas da viagem no tempo.

A trama carrega como um dos seus pontos fortes a construção do vilão, bem como sua motivação e revelação. Vou me limitar a falar superficialmente dessa pessoa, visto que é uma surpresa e um grande ponto de virada da história. O k-drama alimenta a possibilidade de ser vários suspeitos ao longo da história uns convincentes outros nem tanto, porém quando a revelação enfim chega, e quando descobrimos a história pessoal da pessoa, transforma a história em uma corrida contra o tempo, deixando a sensação do thriller mais aguçada na história.

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No entanto, Blue Birthday peca por se estender demais, sabendo que é um mini drama (e um web drama) não havia necessidade de tantas reviravoltas a todo momento, girando em círculos, apenas para tentar segurar a audiência até o final. O tempo gasto em “encher linguiça” poderia muito bem ser utilizado para explorar ou desenvolver motivação de outros personagens. Todavia, ainda que perca um pouco atenção da audiência pela metade – quando a história passa a enrolar demais – o k-drama volta aos trilhos com um suspense impagável, colocando em dúvida até se teremos um final feliz aos alunos que já nos apegamos.

Quanto ao romance, garanto que os espectadores ficarão muito felizes. O drama carrega consigo alguns clichês na narrativa que sempre funcionam em produções semelhantes, mesmo pousando em terreno seguro e conhecido, a execução é ótima, ao ponto de fazer uma trama bem intensa se tornar mais leve e aconchegante em determinados momentos, graças ao romance e a amizade construída.

Blue Birthday é uma ótima pedida pra quem gosta de doramas com fantasia e viagem no tempo, que carreguem romance e o suspense de um assassino à espreita. Apesar de se perder um pouco no meio do caminho, o k-drama consegue criar uma história intensa, capaz de surpreender com uma pitadinha de “Efeito Borboleta” mas sem a carga dramática elevada que o filme carrega, uma pedida mais leve porém com a mesma essência em forma de colegial. 

O k-drama tem ao todo 16 episódios de 20 minutos cada e está disponível no Viki.

Nota: 3,8/5

Autor do Post:

Ludmilla Maia

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25 anos. Criadora e uma das fundadoras da Tribernna, escrevo pra internet desde 2016. Amo podcast como amo cultura asiática e heróis. Nas horas vagas, concurseira e bacharel em direito.

Um dia eu te conto o que significa o nome “Tribernna”.

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