CRÍTICA | Yumi’s Cells cria uma jornada pessoal de auto conhecimento identificável, tocante e divertida de assistir

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Definitivamente um dos k-dramas mais aguardados por esta que vos fala, não poderia ter maiores expectativas para a produção e fico feliz em vir aqui dizer, após 14 belíssimos episódios, que todas elas foram supridas. Yumi’s Cells consegue cativar o coração de cada espectador com sua simplicidade, seu olhar carinhoso e o desenvolvimento impecável de uma das protagonistas mais identificáveis das produções sul coreanas. 

O k-drama protagonizado pela estrela de Goblin, Kim Go Eun, é um slice of life, abordando o cotidiano de Yumi, uma jovem adulta que busca viver um amor e uma vida de forma decente. Sem grandes planos para o futuro (ainda) acompanhamos a trajetória da protagonista e conhecemos mais de sua personalidade graças as suas células! Sim, Yumi’s Cells é como um Divertidamente, mas adulto e maduro.

Baseado na webtoon de mesmo nome, Yumi’s Cells primeiramente deixa os fãs da história extasiados ao ser completamente fiel a sua adaptação. A escolha do elenco foi primorosa, bem como sua caracterização, além dos elementos visuais como as células. E ainda assim, a fidelidade não se limita ao visual, a história (por mais que tenha algumas adaptações no decorrer) é um deleite para quem acompanhou por anos e anos a história original, visto que cada personagem e cada momento da vida de Yumi foram respeitados e bem representados no audiovisual.

A escolha da narrativa em colocar pequenos momentos descontraídos entre o episódio, adaptando fielmente alguns capítulos que apenas discorriam sobre o dia a dia de Yumi, foi uma sacada genial do k-drama. Além de ser um grande fanservice, em nos presentear com cenas fofas, românticas e até mesmo engraçadinhas, isso acaba servindo de ferramenta para aliviar a tensão do rumo que o arco principal toma, além de tomar um tempo especial para desenvolver a protagonista e os demais personagens que auxiliam sua trajetória.

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A história é recheada de personagens interessantíssimos que compõem a atmosfera e ajudam a narrativa ser fluida, sem enrolar o espectador ou deixar a história monótona. Isso inclui os amigos do trabalho e até mesmo a grande antagonista da história que brilha em despertar os piores sentimentos em nós espectadores. 

Apesar do k-drama ser sobre a Yumi, e o episódio final deixa claro isso, não poderia deixar de falar sobre Woong (Ahn Bo Hyun) que viveu em toda intensidade de sua essência um homem inteiramente apaixonado, no entanto, muito imaturo. Se tornando alguém tão controverso e amado. Sempre foi um dos meus personagens favoritos da webtoon, e fico feliz em dizer que as emoções que sentia lendo a história foram reproduzidas na mesma intensidade (as vezes mais até) ao ver sua representação. Desde seu cuidado com Yumi até os momentos mais tristes e intensos de seu relacionamento foi possível acompanhar e conhecer mais de Woong, até que enfim compreende-lo e amá-lo. Sem contar a química surreal que dividiu com a protagonista, vai ser difícil superar essa!

Ainda assim, Yumi’s Cells é sobre Yumi! O k-drama é sobre a jornada, o desenvolvimento, o crescimento pessoal de uma mulher que aprende a lidar com as mudanças de sua vida, sejam elas boas ou ruins, de uma forma carinhosa, bem humorada e principalmente identificável. A maior qualidade do k-drama é essa, ser algo com que podemos nos relacionar, nos enxergar naquela situação, torcer para que ela seja feliz, porque acabamos nos projetando ali, nos pés de Yumi. Por isso a história se torna intensa, comovente e até mesmo, quando quer, dolorosa. 

Yumi’s Cells é um k-drama bastante leve e descontraído, mas sua porcentagem de drama real te acerta como uma avalanche quando você menos espera, principalmente nos momentos que Yumi enfrenta ela mesmo. Quando Yumi nos ensina que nós somos os protagonistas de nossa vida, que o número 1 de nossa lista deve ser nós mesmos, que o amor é bom mas o amor próprio é essencial. É um fato que o k-drama é recheado de ensinamentos que nos fazem refletir e até mesmo absorver para nossa vida, acaba sendo inevitável crescer junto com Yumi.

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A cereja no topo do bolo vai para as animações. É impossível não se apaixonar pelas artes ganhando vida de uma forma muito bem feita em uma animação 3D que conquista logo de cara nos primeiros minutos. A qualidade técnica é perceptível nas células e não há como discordar disso. A trilha sonora anda de mãos dadas com a fotografia do drama, ambos serenas e aconchegantes, acabam nos confortando em momentos mais melancólicos e nos fazendo sentir em casa no cotidiano de Yumi.

Definitivamente esse foi um dos melhores k-dramas que assisti esse ano e já entrou na minha lista de favoritos. Felizmente a segunda temporada já foi confirmada, e podem esperar por mais emoções, reviravoltas e as histórias inesquecíveis da vida de Yumi e suas células. Agora, que a primeira temporada serviu como o começo da trajetória de amadurecimento de Yumi, como uma adulta independente, mal posso esperar para vê-la colocar em prática e se aventurar em busca de sua felicidade nas próximas temporadas.

Yumi’s Cells está disponível no VIKI.

Nota: 5/5

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Autor do Post:

Ludmilla Maia

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25 anos. Criadora e uma das fundadoras da Tribernna, escrevo pra internet desde 2016. Amo podcast como amo cultura asiática e heróis. Nas horas vagas, concurseira e bacharel em direito.

Um dia eu te conto o que significa o nome “Tribernna”.

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