KIM PETRAS | Todos as referências de terror em Turn Off The Light

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O dia das bruxas já passou, mas o halloween nunca morre! Vamos discutir um pouco sobre a bíblia pop perfection de terror composta e performada pela cantora alemã Kim Petras. Prometida como um dos maiores cristais pop dos últimos e próximos anos, Kim acumula em sua carreira recém-nascida apenas músicas aclamadas pela crítica (como o álbum em questão) ou músicas hiper-chicletes (como Heart to Break). A garota pode ser novinha, mas sabe utilizar um lirismo popular com referências fortes, sutis e macabras.

Originalmente, o disco Turn Off The Light seria dividido em 2 volumes: o EP 1 lançado em 2018 com as primeiras 8 músicas; e o EP 2 com mais 9 músicas lançadas em 2019. Entretanto, a cantora desistiu dessa ideia e lançou um único álbum, com a promessa de um 3º volume programado para 2021. A música Party Till I Die seria a primeira dessa continuação que talvez nunca veja a luz do dia.

O projeto “halloweenesco” de Petras mistura morte, sexo, demônios, zumbis e outras criaturas da noite para nos oferecer uma sonoplastia psicodélica quase ritualística. Só faltou um cântico gregoriano! Indo contra as tendências dos álbuns de natal perto do fim do ano, Kim mostra um trabalho mais original e ousado que procura arruinar uma ou outra música natalina com seu massacre lírico. Apague as luzes e entre nos domínios obscuros da mente sexy e das batidas sangrentas da nova promessa do pop.

Pros gaaays! Uma música pros gaaaaays!

Purgatory

A abertura do disco trata-se de um convite ao inferno pessoal criado pela alemã. Purgatory é um instrumental melódico harmonioso para com a próxima música. Envolvente, sexy e dançante, os domínios de Kim permanecem após o que só pode ser definido como um passeio no barco do Caronte.

There Will Be Blood

Já na opening vocal do álbum, a cantora presenteia o público com uma voz melodiosa perfeita, harmônica e respeitando os limites de suas habilidades. O contexto da música mostra a cantora descrevendo-se como um monstro preparado para sua caçada noturna e para destroçar sua vítima.

A passagem “Don’t let me in, I’ma ruin your life” (Não me deixe entrar, eu vou arruinar a sua vida) pode ser uma referência sutil ao filme sueco “Let Me In” ou “Låt den rätte komma in” (Deixa Ela Entrar), de 2008. No longa, a amizade entre duas crianças acaba arruinando a vida de uma delas. Não posso dizer o porquê dessa ruína, mas posso dizer que o filme vale muito a pena! (O remake com Chloë Grace Moretz não é tão bom assim.)

Por isso não se abre a porta pra visita

Bloody Valentine

A primeira referência direta do álbum! Na terceira faixa do halloween privado de Kim, a cantora usa e abusa de sintetizadores oitentistas (e tem de outro tipo?) para fazer uma homenagem bem direta ao filme My Bloody Valentine (Dia dos Namorados Macabro, em terras tupiniquins), de 1981.

No longa, um grupo de jovens começa a ser assassinado dentro de uma mina de carvão durante o dia dos namorados. É, escolheram uma data bem estranha pra isso; mas isso se deve ao fato de que, neste ponto do tempo, o halloween e o natal já haviam sido utilizados em outros filmes do subgênero slasher. Logo, os produtores e roteiristas procuraram por uma data comemorativa ainda inexplorada no terror.

O filme tem um remake de mesmo título lançado em 2009 com o Jensen Ackles (o Dean Winchester).

Não, gente, não é tipoVocê daNetflix não!

Wrong Turn

Sua quarta canção também começa a referência no título: Wrong Turn (“Curva Errada”) é o nome em inglês da famosa saga Pânico na Floresta, na qual um grupo de jovens toma literalmente uma curva errada e acaba sendo perseguido na floresta (não me diga!) por um grupo de caipiras canibais assassinos deformados (4 adjetivos para descrever um grupo de assassinos; tem que dar os parabéns).

“Never should’ve came alone / Never gonna make it home” tem a tradução literal para “Você não deveria ter vindo sozinho / Nunca conseguirá voltar para casa” e é uma referência clara à desventura do personagem principal Chris Flynn (Desmond Harrington): ele acaba “sozinho” na floresta sem muitas esperanças de voltar à civilização.

Entretanto, os versos “It’s your final destination” e “You and death come eye to eye” podem ser referências sutis a outra amada saga do terror: Premonição. No idioma original, os filmes recebem o título “Final Destination”, que significa “destino final”. Inclusive, na dublagem de alguns dos DVDs do primeiro filme, lançado em 2000, dá para ouvir o narrador falar o título do filme como “O Destino Final”, no lugar de “Premonição”.

Já o segundo verso, que significa “Você e a morte estarão se encarando” pode ser uma referência mais oculta ao fato de a própria morte estar perseguindo os sobreviventes dos acidentes ao longo da saga.

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Morta kkkkkkk

Curta e decidida! Em , a cantora conta o argumento de um filme de terror em apenas alguns versos: “The spirits are living in the house possessed“. Numa tradução livre: Os espíritos estão vivendo na casa possuída. American Horror Story? É você?? Talvez até seja, mas o nome da canção faz uma referência bem mais pontual… e seu argumento também.

Lançado em 1985, Demoni (ou Demons, como ficou conhecido nos EUA) é um longa italiano dirigido por Lamberto Bava (filho de Mario Bava), que co-dirigiu o polêmico Holocausto Canibal (1980). Demoni também foi roteirizado por Dario Argento, famosa mente por trás de alguns dos maiores gialli lançados, como Prelúdio para Matar (1975) e Suspiria (1977). Se você não conhece nenhum desses filmes, baixa o tor… COMPRA o DVD original e vai correndo ver!

No filme, Hanna (Fiore Argento) e Kathy (Paola Cozzo) são convidadas para assistir a um filme de horror em um cinema. Porém, durante a sessão, alguns espectadores ficam possuídos por demônios vorazes e todo o grupo descobre-se preso dentro do prédio. Os espíritos realmente estão vivendo num lugar possuído!

“They’ve never existed in physical form / They only exist in spirit form / It’s true evil“, ou seja: “Eles nunca existiram em uma forma física / Eles existem apenas na forma espiritual / É o mal verdadeiro”. Mais direta? Impossível.

Nada deremakes: apenas continuações, como todo bom filme de terror dos 80’s merecia

Massacre

Então é natal! Massacre, segundo a própria Petras, é uma música de natal arruinada (ou melhorada?) para tornar-se algo assustador. Em entrevista a Cosmopolitan, Kim revela que a 6ª faixa de seu álbum é um remix distorcido da popular música natalina “Carol of the Bells.” “Sabe, existem milhares de álbuns natalinos todos os anos…”

Mas a referência aqui não é somente ao vermelho do Papai Noel. O verso “Dawn of the dead, blood ruby red” (Amanhecer dos mortos, sangue vermelho rubi) é uma referência chamativa aos filmes Dawn of the Dead, conhecidos no Brasil como Despertar dos Mortos (1978), de George Romero, e Madrugada dos Mortos (2004), de Zack Snyder. Este último sendo um ÓTIMO remake do primeiro. Para quem não conhece, ambos os filmes são clássicos absolutos de zumbis, e possuem bastaaante sangue vermelho rubi!

Outras passagens da música fazem referências mais generalistas ao gênero dos zumbis: Blood on the floor, glamour and gauze / Bites on your neck / One taste of blood is not enough to satisfy” (Sangue no chão, glamour e gaze / Mordidas no pescoço / Um gosto de sangue não é suficiente para satisfazer). Tá feliz, The Walking Dead?

Mas ainda há mais! O verso Queen of the Damned, that which I am” (Rainha dos Condenados, é o que eu sou) faz uma alusão direta ao filme Queen of the Damned, ou A Rainha dos Condenados (2002). O filme se passa no mesmo universo do longa Entrevista com o Vampiro (1994) e isso adiciona outra camada de interpretação à música: há um duplo sentido de referência, podendo-se entender que os monstros na música podem ser tanto zumbis como vampiros. A garota sabe compor!

Não recomendados para vegetarianos

Knives

O segundo instrumental do álbum deixa o terror um pouco de lado e coloca uma sonoplastia ameaçadora incluindo o som de facas (“knives“) raspando umas nas outras, como se alguém as estivesse amolando. Embora não haja referências a um filme em específico, os mais famosos slashers introduziram assassinos com facas na cultura pop, dentre eles Halloween (1978) e Pânico (1996).

Death by Sex

Clichê?! Death by Sex talvez seja a referência mais “fora da curva” do álbum. Aqui a cantora inova não citando um filme, mas um clichê. “Death by sex” significa literalmente “morte por sexo”, algo que aprendemos com quase todos os slashers pós-Halloween. Lembrem-se: se estiver em um filme de terror, não ande sozinho, não divida sua turma e não transe!

o m e n

Profeta! Kim delicia seus fãs com mais um instrumental onde a referência está na sutileza dos detalhes: “omen” significa presságio ou profecia, fazendo referência ao filme The Omen (A Profecia), de 1976. No longa, um casal adota uma criança logo após o nascimento e o garoto revela-se como o anticristo (desculpa o “spoiler”, mas o plot verdadeiro do filme é algo bem mais interessante). O filme tem um remake lançado em 2006 com o mesmo título, mas o original é uma obra de arte pura.

Já no contexto da música, pode significar que a cantora está prevendo a chegada de algo maligno… tipo sua próxima música. 

O anticristo que os fãs deAHS mereciam

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Close Your Eyes

MJ, temos visita! Desta vez a artista saiu dos filmes e foi um pouco longe demais. Os versos When the beast comes out at night / There’s no way you’ll make it out alive”, os quais traduzidos significam “Quando a besta sair à noite / Não há chance de você sair vivo” homenageiam o clipe e a letra de Thriller, composta pelo maior que tivemos: Michael Jackson. A música de Kim faz referência a uma besta que caça pela noite e, vendo a similaridade de alguns versos com a música de Michael, há a possibilidade de a besta ser um lobisomem.

And no one’s gonna save you from the beast about to strike / You close your eyes”, de Thriller tem a tradução “E ninguém vai salvá-la da besta a ponto de atacar / Você fecha seus olhos”. Kim, você fez tudo nessa aqui!

Arraste-me para o cemitério!

TRANSylvania

O título prometeu, mas a música enganou! A 11ª faixa do Turn Off The Light faz uma referência que fala sozinha, ou melhor, nem fala. O trocadilho do título faz alusão ao país do Conde Drácula, personagem criado pelo romancista Bram Stoker. Embora o título seja promissor, a garota nos entrega mais um instrumental.

Ah, e para quem não sabe, o “trans” está em destaque para fazer referência ao fato da Kim Petras ser uma mulher transsexual. Também pode ser uma referência sutil à música Sweet Transvestite, do icônico musical Rocky Horror Picture Show (filme e peça 10/10, recomendo bastante para quem gosta de terror com comédia). Os versos da música “I’m just a sweet transvestite / From Transexual, Transylvania, ha ha” (Eu sou apenas um doce travesti / De Transsexual, na Transilvânia) podem ter sido a inspiração para o título da faixa no disco de Petras.

Só oscults e os fãs deGlee vão reconhecer

Turn Off The Light

É ela! Para a faixa que dá nome à bíblia do terror pop, Petras trouxe a rainha das trevas: Elvira (Cassandra Peterson). A maior do terror está entre nós e sua presença na música já é uma referência a todos os filmes da icônica personagem. Já a letra da música descreve um encontro sexy abraçado pela escuridão, lembrando os personagens Gomez e Mortícia, d’A Família Adams (só que bem mais ousado rs).

O verso “Feelin’ the pressure, the pain turns into pleasure”, que significa “Sentindo a pressão, a dor transforma-se em prazer”, pode ser uma referência mais sutil ao inferno dolorosamente prazeroso (ou seria o contrário?) de Hellraiser – Renascido do Inferno (1987). Para quem não conhece, a mitologia do filme e do livro cria todo um mistério em volta de demônios chamados cenobitas que torturam seres humanos com uma mistura religiosa de dor e prazer (ou só dor mesmo). 

Meu deus, nada a ver?! Ou tudo a ver??

Tell Me It’s a Nightmare

One, two, Freddy’s coming for… you? Não, nada de A Hora do Pesadelo (1984) por aqui. No 13ª capítulo da sua bíblia particular, Kim brinca com mais um clichê sutil: o dos personagens que ignoram os avisos de que algo ruim está chegando. A letra desta canção falada em primeira pessoa narra o trágico assassinato do amante de Petras ocasionado pela própria cantora.

It’s not like I never told ya / Shouldn’t come as a surprise (…) / Tried to save ya, warn ya, keep you alive / Tried to stop ya, but you paid the price” traduzindo para “Não é como se eu nunca tivesse te dito / Não deve vir como uma surpresa (…) / Tentei te salvar, te avisar, te manter vivo / Tentei te parar, mas você pagou o preço”. Os filmes de terror da década de 2000 são os principais introdutores do clássico personagem “velho, sujo e esquisito que dá pistas enigmáticas sobre um perigo mais à frente logo no início do filme”. Mas ninguém nunca escutava!

I Don’t Wanna Die

Aah… outro instrumental, Kim? Com mais sintetizadores pop, alguns suspiros e duas frases completas, esta música do disco é uma súplica pela própria vida. “Eu não quero morrer” é uma das poucas músicas sem referências claras ou obscuras. Porém, ela cria um contraste interessante com a faixa seguinte, uma vez que ela se chama…

In The Next Life

Jesus… voltou?! Uma das mais populares do álbum, esta composição da alemã possivelmente fala de forma sutil sobre a chegada do anticristo, sendo ele a própria Kim Petras. Embora não haja especificamente um filme referenciado aqui, existem inúmeras mídias que mostram a subida do filho de Lúcifer à Terra marcada como um mal (péssimo) presságio (Ich bin dien Alpstraum, ich bin dien Omen) e pela presença de doenças e pragas (Ich bin dien Krankheit, ich bin dien Plage). Alguns exemplos são A Profecia (1976) (já citado lá em cima), o livro/minissérie da Amazon Bons Presságios (nada de terror, só um ótimo humor), de Neil Gaiman, e a série American Horror Story: Apocalypse (2018) (desse filho aqui, Lúcifer tem vergonha).

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Ele não vem mais! F***-SE!

Boo! Bitch!

Outra, mulher?! Eis que chegamos ao último instrumental do álbum. Mais uma das poucas músicas sem uma referência (para a tristeza de alguns), mas com uma curiosidade interessante. Boo! Bitch! é um sample (Telecurso 2000: “sample” é quando se pega um trecho de uma música e cria-se uma nova melodia a partir dela, dando uma nova “roupagem”) do pop chiclete Heart to Break, também composta e performada pela Kim Petras.

A música não tem nada a ver com a temática deste álbum. É apenas mais uma música arruinada (de novo: ou melhorada?) para parecer com algo assustador. O único micro easter egg que a cantora nos dá é a presença da palavra “break” na escassa letra.

A princesinha é viciante!

Everybody Dies

Arrependimentos?! A penúltima faixa faz uma leve revisão sobre o quanto a cantora foi uma menina má no percurso do seu álbum. Além: ela mostra uma faceta mais vulnerável de si mesma, melancólica e triste sobre a própria morte. Sua vulnerabilidade ao reconhecer sua natureza problemática, quase um peso para si mesma, vivendo no limite de uma psiquê desolada. No fim, ela estará preparada para enfrentar seu destino em qualquer que seja o lugar para onde vá após a morte.

E sua escolha de referência reflete bem isto! “Knockin’ On Heaven’s Door“ de Guns N’ Roses é a matéria-prima desta obra. Além da óbvia citação ao título da música, a temática de ambas, a morte e o processo de morrer aceitando seu destino, é quase idêntica, sendo a canetada de Petras algo mais sombrio e depressivo ao seu jeito.

Por fim, armas carregadas e rosas funerárias estão espalhadas pelo trabalho de Kim: “Livin’ like a loaded pistol / So give me all my roses while I’m here” (Vivendo como uma pistola carregada / Então dê-me todas as minhas rosas enquanto ainda estou aqui). Sem terror, apenas lágrimas.

Eu não sei nem o que falar nessa aqui; vamos só sentir mesmo

Party Till I Die

Here’s Johnny! Chegamos à última música do icônico Turn Off The Light e, como dizem, o melhor sempre fica para o final. Primeiro a música: esta faixa foi acrescentada apenas em 2020, como uma promessa de um 3º volume do TOTL. Entretanto, não temos notícias sobre a continuidade do projeto. A música fala sobre o quanto a Kim quer festejar até morrer e, considerando que a canção foi lançada no período da pandemia de COVID-19, dá pra imaginar que ela talvez estivesse sendo bem literal.

Agora a referência! Para fechar com chave de ouro, Party Till I Die trás uma minúscula (mas direta) referência a um dos maiores clássicos do terror de todos os tempos: Look in the mirror, all I see is REDЯUM”. Filho do maior que tivemos, O Iluminado (1980) marcou e continuará marcando presença em eras do terror. O verso em destaque “Olho no espelho, tudo o que vejo é REDRUM” faz referência ao “REDRUM” presente no filme de Kubrick.

Caso você não lembre o “quarto vermelho” escrito em inglês está ao contrário por estar refletido no espelho. REDRUM = MURDER, que significa “assassinato”. Por estar em uma festa até à morte, o encerramento de Kim para o icônico álbum de terror pode estar se referindo à festa no Hotel Overlook, onde vemos a foto em preto e branco dos fantasmas do hotel festejando décadas antes. Jack Torrance festejou bastante!

Essa festa virou um enterro

E chegamos ao fim desse percurso aterrorizante, sexy e meio triste, como todo bom rolê. Se você chegou até o fim desta matéria, meus parabéns. Deixa o comentário dizendo: eu passei pelo inferno da Kim Petras!

Deixo meus sinceros agradecimentos à Jessica Rodrigues, outra redatora da Tribernna. Tem seu nome neste álbum… e nesta matéria!!

Aproveite e ouça o Turn Off The Light completo no YouTube e no Spotify.

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Autor do Post:

Matã Marcílio

administrator

Um pré-fisioterapeuta nordestino que, perdido no mar das incertezas, fez das palavras seu refúgio. Um pouquinho mais de duas décadas de leitura e sedentarismo causado pelo prazer de deitar em frente a um espelho negro e observar toda a glória do homo sapiens ao escapar da realidade terrivelmente entediante. “Jojo Betzler. Hoje, só faça o que puder.”

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