RESENHA | “O Seminude que Salvou o Natal” é um fofo clichê sáfico

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Natal é muito bom. Eu, particularmente, adoro. Claro que, por isso, declaro aberta a TEMPORADA DE NATAL! Só falo isso por mim, mas estou na torcida para que os outros integrantes da Tribernna entrem no ritmo também. Isso significa que só terão resenhas de Natal? Não. Mas também terão, como a de hoje!

O Seminude que Salvou o Natal” foi escrito pelas autoras Maria Laura Nogueira e Luiza Carolina Silva. Minha história de como eu conheci esse conto é ligeiramente engraçada, pois foi quando as escritoras anunciaram a promoção, via , como “Seminude por 1,99”. Obviamente que era o conto, mas gostei disso e adquiri na mesma hora.

Por qual motivo eu contei a historinha acima? Pois essa irreverência também se faz presente ao longo de todo o conto, que conta com pouco mais de 80 páginas. Cecília e Alissa, as protagonistas, têm muito disso em suas personalidades, que foram moldadas de forma independente, mas totalmente condizente com tudo o que podemos notar na história.

Para a minha cabeça, o ponto baixo do livro são os nomes das protagonistas. Única e exclusivamente porque toda hora eu confundia as duas pela suposta proximidade dos nomes. Tirando esse “problema” da frente, o conto é muito gostoso e, por vezes, palpável, principalmente ao apresentar as famílias das protagonistas.

Nesse caso em específico, vemos totalmente a dualidade de sentimentos. Enquanto nos encantamos e amamos os pais de Alissa, além de conhecermos a inocência das crianças de sua família, criamos um ranço total com os seus parentes, com exceção, felizmente, de alguns.

Inclusive, essa “inocência das crianças” supracitada é uma das coisas que eu mais gostei em todo o conto. Isso porque é basicamente o que eu acredito no “como eu vou explicar para o meu filho duas mulheres se beijando?”. A resposta está no conto da Maria Laura Nogueira e da Luiza Carolina Silva. Dê uma lida, principalmente nesse diálogo entre Alissa e a criança, a resposta é maravilhosa.

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Mas não apenas isso. Se essa resposta não lhe convencer, conheça a afetuosa família de Cecília. Admito que eu queria ainda mais espaço para que seus familiares pudessem abrilhantar e acalentar os nossos corações no conto. No entanto, eu entendo a escolha das autoras sobre o caminho que decidiram seguir, até por ser um caminho mais urgente.

De uma forma geral, o conto “O Seminude que Salvou o Natal” é muito gostoso. É leve, trata assuntos importantes, dá destaque para uma história de romance sáfico clichê e entretém do início ao fim, mantendo o leitor encantado e vidrado no conto até as últimas páginas.

Obs. final fora da história: não envie nude ou seminude sem autorização. Funcionou para o contexto da história do conto, mas normalmente é bem desagradável e invasivo.

Abaixo, um destaque do livro:

“Todos vocês que são diferentes e continuam vivendo neste mundo torto, desafiando esses intolerantes malditos só por estarem vivos, são os verdadeiros heróis!”
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Autor do Post:

Henrique Schmidt

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O louco dos livros, filmes, séries e animes. Talvez geek, talvez nerd, talvez preguiçoso, mas com certeza jornalista

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