RESENHA | “Um Natal Cadavérico” e de dedos apontados

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Logo no início do conto, o autor Igor Sotero faz um alerta, informando sobre possíveis gatilhos que a história poderia ter, além de explicar a sua real intenção com o conto. É assim que tem início “Um Natal Cadavérico”, uma história com muito potencial, mas que conta com falhas.

Obs. inicial: li uma das versões do conto e a resenha será baseada nesta versão. O autor, por meio do , avisou que uma nova versão foi disponibilizada, corrigindo falhas da primeira. No entanto, não tive acesso a ela antes do término da leitura. Explicado isso, vamos à resenha.

Um conto de Natal de suspense. Desta forma, podemos resumir basicamente a história. No entanto, ela vai além. Pegando uma infeliz problemática brasileira, de apontar dedos e culpados, mas não buscar a raiz do problema, “Um Natal Cadavérico” cresce em cima disso.

Apesar de desenvolver bem a ideia, além de ser um conto curto, a história, em termos de narração, parece ficar travada apenas na troca de acusações dentro da família Fontes, que protagonizam a narrativa. Para reforçar mais a ideia que Sotero quis passar, não há uma busca por evidência e nem nada do tipo – com exceção da jovem Clarice -, mas apenas dedos apontados.

No entanto, chega um momento em que as acusações caem em um ciclo repetitivo, o que pode fazer com que a história fique cansativa. Outro ponto baixo de “Um Natal Cadavérico” é a aparente falta de uma revisão final. Há erros de português, de pontuação e de concordância. Isso NÃO atrapalha a leitura, mas pode ser um obstáculo para leitores mais “exigentes”.

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Mesmo com falhas, “Um Natal Cadavérico” é um conto bastante interessante, divertido até. Infelizmente, alguns poderão reconhecer suas famílias, guardada às devidas proporções. Além disso, o plot twist foi, pelo menos para mim, bastante inesperado. Me pegou de surpresa e me emocionou. Eu diria, até mesmo, que é o ponto alto da história.

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Autor do Post:

Henrique Schmidt

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O louco dos livros, filmes, séries e animes. Talvez geek, talvez nerd, talvez preguiçoso, mas com certeza jornalista

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