CRÍTICA | Nova versão do clássico, “Esqueceram de mim no lar, doce lar” falha no protagonismo infantil mas acerta no carisma dos novos “vilões”

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A nova versão do clássico natalino estrelado por Macaulay Culkin nos anos 90 estreou no Disney+ no dia 12 de novembro estrelando Archie Yates, no papel do pequeno Max (o esquecido da vez), Ellie Kemper e Rob Delaney, os quase-antagonistas do longa.

Em Esqueceram de Mim no Lar, Doce Lar, Max Mercer (Yates) é um menino travesso e cheio de recursos (lê-se rico) que foi deixado para trás enquanto sua família estava no Japão nas férias. Então, quando um casal tentando recuperar uma relíquia de família de valor inestimável e coloca seus olhos na casa da família Mercer, Max usa todas artimanhas que conhece para protegê-la dos invasores.

Archie Yates

O filme natalino aposta em explorar mais as vidas dos antagonistas do que do próprio protagonista, o que acaba fazendo com que a gente se distancie um pouco do Max e se compadeça mais até com o desastroso e atrapalhado casal Pam (Kemper) e Jeff (Delaney). Ao contrário do clássico que aposta tudo no carisma do protagonista mirim Culkin, explorando sua vida conturbada, seus dotes e mente afiada, além da felicidade genuína de estar sozinho, neste aqui vemos uma criança que, por mais que tenha inteligência pra armadilhas, não consegue convencer o público de toda diversão que supostamente deveria estar tendo nesse tempo sem os responsáveis.

Confesso que a escolha de explicar as motivações dos antagonista me dividiu, por um lado trouxe uma diversão genuína (a que faltou no protagonista) e justificou muito bem suas atitudes impulsivas, sendo claro na construção do casal, por outro lado me tirou a chance de temer e odiar um personagem. Com o passar dos anos a Disney tem mostrado aversão em criar super vilões nas animações, e, agora, com esse lançamento vemos que em seus live actions também. Faz uma grande diferença saber que o casal que invade a casa é bonzinho e que tudo não passa de um mal entendido, porque no fim das contas você sabe que eles nunca vão fazer nenhum mal e estão apenas querendo de volta o que é deles (por meios errados, é claro). Quando lidamos com um bandido com uma motivação desconhecida, apenas sabendo a sua sede para cometer um crime, causa uma certa incerteza e um medo paira no ar quando não sabemos o que pode ser do protagonista, mesmo sendo um filme da Disney.

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Ellie Kemper e Rob Delaney

Ainda assim Kemper e Delaney brilharam nos papéis que desempenharam, se destacam e acabam roubando o protagonismo, principalmente nas cenas finais em que são vítimas das armadilhas de Max e são responsáveis por cenas hilárias, que trazem até uma referência ou outra ao clássico.

Falando em referências… se você achou que não teria uma mísera menção ao menino esquecido original, achou errado! Apesar de Culkin não aparecer no filme, um membro da sua família fez questão de marcar presença. Devin Ratray reprisando seu papel de Buzz McCallister é um policial que recebe por duas vezes o chamado na casa de Max, e nas duas vezes ignora os sinais óbvios e uma delas graças a uma piada anual do seu irmão Kevin (Culkin) que aparentemente criou uma empresa especializada em sistema de segurança para as casas. Apesar da ponta ser legal, o vazio que a presença de Culkin traz se instaura e nos faz questionar se o filme não tivesse uma dose extra de ânimo se ele não fizesse uma participação relevante na trama.

Esqueceram de Mim no Lar, Doce Lar consegue entregar cenas divertidas mas não se sustenta, como um todo o filme é monótono, com um protagonismo fraco e incompatível com a responsabilidade que o nome Esqueceram de Mim carrega. 

Nota: 2,9/5

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Autor do Post:

Ludmilla Maia

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25 anos. Criadora e uma das fundadoras da Tribernna, escrevo pra internet desde 2016. Amo podcast como amo cultura asiática e heróis. Nas horas vagas, concurseira e bacharel em direito.

Um dia eu te conto o que significa o nome “Tribernna”.

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