CRÍTICA | “Passagem para o Futuro” desenvolve uma jornada scifi com viagem no tempo e muita emoção

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A nova produção japonesa da Netflix traz um elenco de peso para abordar uma história recheada de emoção e o melhor que a ficção pode fornecer: a viagem no tempo (na minha humilde opinião). Protagonizado pelas estrelas Kaya Kiyohara e Kento Yamazaki (Alice in Boderland), “Passagem pra o Futuro” (título original: The Door Into Summer – o que traz mais sentido à história) consegue criar na mesma medida o drama de um protagonista com um passado triste e a ficção científica que o avanço tecnológico provido por ele é capaz de fazer.

Dirigido por Takahiro Miki, o filme aborda a história do cientista Soichiro Takakura (Yamazaki ) que que destaca no processo inicial da criação de robôs, lá nos anos 90. Até que um dia, após uma grande traição ele recorre a criogenia, ou seja, ficar adormecido e congelado até… acordar 30 anos depois.

O filme é claramente divido em duas partes, na primeira hora conhecemos todo drama do protagonista e observamos a construção de sua vida feita de forma bem cautelosa. As perdas, as dores e a forma em que se encontrou na robótica são os pilares da primeira parte do filme, bem como a introdução de Kaya, como uma “irmã postiça”. Apesar de ter somente um grande drama nesta primeira fase da história, ela se torna de suma importância para toda a construção da história. E não se torna cansativa em nenhum momento.

Já na segunda parte da história somos banhados pelo poder da ficção científica; robôs, humanoides, viagem no tempo… A história não explora muito o lado cômico de alguém que saiu dos anos 90 e caiu de paraquedas em 2025, uma realidade mais tecnológica que imaginamos, o que eu achei uma pena, mas não atrapalhou a experiência do filme…até porque logo após há tanta coisa para se descobrir a respeito dos últimos anos que ele não viveu que esse alívio cômico não se faz necessário.

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Inclusive, o filme passa a ter um enredo quebra-cabeças a partir desse momento, nos fazendo questionar o que aconteceu e transformando a narrativa em um mistério. Ainda assim, vale frisar que o filme a nenhum momento se torna algo difícil de assistir, sua fluidez em discorrer sobre os acontecimentos é uma das suas maiores qualidades, não perde tempo em enrolar o espectador e nem cria artimanhas muito complicadas dentro da temática.

“Passagem pra o Futuro” tem como as leis da viagem do tempo um conceito familiar, utilizado em Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, então se você tiver isso em mente a narrativa fica mais fácil de ser compreendida. Entender que a linha do tempo é um loop e que as coisas já aconteceram e você só está cumprindo um papel que já foi escrito, irá fazer com que todos os acontecimentos se tornem mais fluídos e com lógica.

Há de ressaltar um determinado ponto, no começo deste texto eu disse que o título em inglês The Door Into Summer faz mais sentido do que “Passagem pra o Futuro“, eis o porquê: ainda que o título nacional faça uma referência imediata um filme de ficção científica com viagem no tempo, a versão inglês carrega uma ligação direta com a trama, com os personagens construídos (principalmente Pete e sua cena final) e todo o subtexto que a frase carrega, como a busca por algo melhor.

Apesar da pouca divulgação, “Passagem pra o Futuro” merece ter um certo destaque entre os últimos lançamentos da Netflix neste fim de ano. O filme consegue ser eficaz tanto no drama quanto na ficção científica, cria personagens carismáticos e amáveis, além dos antagonistas que desempenham tão bem seu papel que fazem com que tememos pelo futuro do protagonista. Um enredo emocionante com algumas surpresas, pode ser responsável em aproximar pessoas que não consomem o gênero ou produções japonesas a entrar neste mundo com os dois pés.

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Nota: 5/5

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Autor do Post:

Ludmilla Maia

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25 anos. Criadora e uma das fundadoras da Tribernna, escrevo pra internet desde 2016. Amo podcast como amo cultura asiática e heróis. Nas horas vagas, concurseira e bacharel em direito.

Um dia eu te conto o que significa o nome “Tribernna”.

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