CRÍTICA | ‘O Homem das Castanhas’, testa os limites da capacidade de um serial killer

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Mistério, suspense, assassinato, investigação policial, serial killer, confrontos políticos e drama familiar, se esse for um dos temas que você está procurando para passar um final de semana tranquilo  rindo de nervoso vá até o buscar da Netflix e digite: O Homem das Castanhas, a nova série dinamarquesa do streaming estreou em setembro e tem uma classificação indicativa proibido para menores de 18 anos.

A história se passa na Ilha de Møn, uma cidadezinha tranquila e pacata de Copenhague, onde todos os vizinhos se conhecem e qualquer pequeno rumor se transforma em uma grande fofoca. O primeiro ponto alto da série com certeza absoluta é a fotografia, a maestria de detalhes e o engajamento de criatividade para cada cena de crime, apesar de serem apenas 6 episódios, a cada nova descoberta parecia ser ainda mais absurdo, cruel e até um pouco descuidado, como se fosse um apelo do assassino para ser encontrado.

A série tem uma introdução rápida em seu primeiro episódio lá em 1987 onde o primeiro caso relacionado ao homem das castanhas acontece, mas não se sabe ao certo, na época, as proporções do ocorrido, até porque foi um evento isolado que ficou adormecido por anos. A trama possui poucos personagens principais porém todos estão interligados de alguma forma macabra ou não.

Naia Thulin (Danica Curcic) é uma das investigadoras principais do caso, nos dias atuais, do que se tornará um dos piores casos que já aconteceu na cidade. Thulin é mãe solteira e está sempre na corda bamba entre ser uma mãe presente e ser uma detetive dedicada 100% ao trabalho. Mark Hess (Mikkel Boe Følsgaard) é um “forasteiro” encaminhado pela Europol para o departamento de Thulin por mal comportamento em seu antigo trabalho e para evitar demissão desnecessária Hess é obrigado a ser parceiro da detetive tentar permanecer o mais low profile possível.

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A química dos dois é incrível, apesar de não se darem bem desde o primeiro encontro, Thulin e Hess rapidamente se tornam a dupla de detetives perfeita e necessária para solução do caso. Ambos não medem esforços para dispor o seu melhor para descobrir quem está por trás dos assassinatos, que até então parecem não ter nenhuma ligação e são completamente aleatórios. A única ligação conhecida entre as duas primeiras vítimas é uma ida ao hospital e nada a mais.

O único trabalho que eu conhecia do Mikkel Følsgaard foi em The Rain (2018) e suas facetas de atuação só melhoraram com o tempo, Hess é um cara com muita coisa acontecendo em sua cabeça, seu raciocínio não funciona da mesma maneira que às pessoas ao seu redor e Thulin parece ser o mais próximo que ele teve de alguém que o entendesse, talvez por isso os dois deem tão certo.

Obviamente, O Homem das Castanhas possui os seus pontos positivos e negativos, enumerando os pontos baixos da série começo pelo pouco desenvolvimento dos personagens, a história acontece ali e agora, em nenhum momento os personagens são o centro das atenções, o caso é principal e nada além disso, durante seus 6 episódios com média de 50 minutos cada recebemos vislumbres de adoção, uma morte na família, um casamento fracassado, um apartamento abandonado e um avô que não é avô mas age como tal… não fez o menor sentido, não é mesmo? Mas é basicamente desta maneira resumida que conhecemos os investigadores principais, a ministra de Serviços Sociais, Rosa Hartung (Iben Dorner), seu marido Steen Hartung (Esben Dalgaard Andersen) e alguns integrantes do parlamento. Não existe um elo emocional entre a história do passado e presente dos personagens com o telespectador. Outro ponto negativo é o quanto a força policial chegava a ser amadora em todas as finalizações de episódio, dava um quê de “enrolar para virar uma série e não só um filme bom”, no primeiro e segundo episódio ok, mas no sexto já estava cansativo.

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Pontos altos, todas as pontas soltas da história, que é a verdadeira estrela da série, são bem amarradas e desenvolvidas, o final conclui o caso e ainda deixa em aberto uma possível continuação com a mesma equipe. Apesar de já ter sido considerada “encerrada” pela Netflix nada impede de fazer uma série derivada com mais casos esquisitos. De uma forma bem peculiar a gente vai crescendo junto com narrativa, mesmo começando um pouco sem sentido ela prende você do início ao fim e é rapidinho de maratonar.

O Homem das Castanhas é uma minissérie finalizada da Netflix com classificação indicativa +18 que possui gatilhos de violência doméstica e abuso, a série não é indicada para pessoas sensíveis ao assunto. Confira o trailer a seguir

Nota: 4,5/5

Autor do Post:

Barbara Sales

administrator

A dorameira que, de vez em quando, se perde na lista de dramas, mas que sempre está adicionando coisas novas. Aprendiz da Corvinal, gosto de ler uns livros aqui e acolá e, raramente, escrevo sobre. Amante de fantasias e romance (não necessariamente na mesma ordem).

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