RESENHA | O Caso Laura é uma história sobre autoperdão, amor e amparo etéreo

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O Caso Laura, da editora Rocco, é um livro do mestre do terror nacional André Vianco, que acaba se destacando dentre as outras obras, já que nesse livro ele deixa o terror de lado e abraça o mistério celestial. No começo da história, conhecemos Laura, uma mulher amargurada, perdida, em um nível avançado de depressão, dividindo seus dias com o trabalho de restauradora de artes sacras com suas visitas ao pai, que está em coma no hospital, sem perspectiva de melhora.

Do outro lado, conhecemos Marcel, um detetive particular que foi contratado para investigar nossa protagonista, ele chega a se aproximar de Laura, invade seu espaço pessoal, mas consegue aos poucos conquistar sua confiança.

Aos poucos vamos descobrindo sobre a vida da Laura através da ótica de Marcel, seus medos, seu passado, a culpa que ela carrega de um acontecimento desastroso que impactou sua vida.

É quase impossível dizer mais sobre a história sem dar spoiler, a magia do livro é exatamente as surpresas e reviravoltas do enredo. Além de explorar outros núcleos desse universo, mas sempre ligado à história principal.

Quem são vocês?– Somos um remédio para os angustiados, para as almas que estão assim, por um fio de se perderem. (Capítulo 46)

No começo a leitura é fácil, descomplicada, pequenos mistérios sem muitas dificuldades para adivinhar a resolução, mas ao avançar da história, as coisas começam a ficar tão tensas, que é necessário a ajuda de seres celestiais, mas diferente do que estamos acostumados, só lendo para saber do que se trata.

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Por fim, O Caso Laura é um livro emocionante, que te arranca lágrimas de todas as maneiras, tristeza, felicidade, medo, com a mistura perfeita de romance e mistério com a solidão e culpa no plano de fundo.

Autor do Post:

Gilcimar Santos

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Estudante de Jornalismo, que adora escrever o que pensa. Consumidor assíduo de cultura pop e filmes de terror, com personalidade baseada na mistura de Fernando Pessoa e Edgar Allan Poe. Quero Café!

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