RESENHA | “Cupcake” da Cookie O’Gorman, é o clichê do final de semana

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Você gosta de ler/ouvir livro em inglês? Procura por um com diálogo fácil, com clichê idiota mas que faz seu coração dar aquela acelerada, enredo curtinho, casal de protagonista feitos um para o outro e um romance adolescente extremamente fofo? Acredito que achei a sua leitura do final de semana. Eu tenho um gosto peculiar de adorar ouvir audibooks enquanto faço minhas atividades do dia-a-dia e isso me ajudou bastante com meu listening, no começo foi um pouco difícil acompanhar, mas enfim, não estamos aqui para falar sobre minha experiência e sim sobre Cupcake da autora Cookie O’Gorman.

Para começo de história, foi meu primeiro livro da Cookie e adorei a experiência, esse foi publicado em novembro de 2021 e ainda não virou febre no TikTok (mas deveria), de cara conhecemos Ariel Duncan, uma jovem mestre cuca no último ano do ensino médio, ela não é a garota mais popular do colégio mas está no rol de pessoas que não passam despercebidas na fila do lanche. Ariel e Toni, sua melhor amiga, vivem em harmonia com sua falta de influência na sociedade estudantil e diferente dos outros clichês as duas não estão em busca de serem notadas, elas só querem continuar como estão, até que tudo muda quando Toni resolver por o nome de Ariel para concorrer a rainha do baile e participar da realeza do colégio passando 1 mês como princesa e aprendendo o dia-a-dia real.

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Jurei que o livro ia me perder já no primeiro capítulo, já passei da fase de gostar tanto de um livro adolescente que isso me deixava sem dormir e eu não conseguia fazer nada além de ler, só que aos meus 24 anos de idade, 2 capítulos depois, Cookie já me tinha nas palmas de suas mãos. Apesar de ter um início paradinho e teen demais para o meu gosto, Cupcake consegue criar um arco para a história começar a fazer sentido quando Rhys Castle, o quarterback mais desejado do colégio aparece e coincidentemente vira o príncipe de Ariel pelos próximos 30 dias

Rhys, como era de se esperar, é o sonho de qualquer garota, mas seu jeito caladão acaba o tornando “intocável” e isso faz com que a primeira interação dos dois seja divertida porque Ariel caracteriza o sarcasmo dele como arrogância e um pequeno enemies to lovers começa a se formar mas logo passa quando os dois se tornam amigos. É um livro feito especialmente para adolescentes e amantes da leitura YA, a história é leve e foge do escopo de leitura com casal jovem mas enredo mais adulto, se existisse uma adaptação dele seria um ótimo filme/série para ver com a família.

Ariel é conhecida na escola por Cupcake (vou ser bem sincera, as vezes eu esquecia que o nome dela realmente era Ariel do tanto que repetiam Cupcake cuidado com a burra), e sim, o apelido advém de seus dotes culinários maravilhosos e sua especialidade é o doce. É engraçado porque mesmo sendo tudo muito clichê na história ele dá uma escapada do “protagonista que se sente um patinho feio, chama atenção do quarterback, ele faz uma aposta de sair com ela, ela descobre, sofre, terminam, ele descobre que na verdade gosta dela, ele se arrepende, reconciliam e terminam felizes para sempre”, a boa e velha receita de qualquer romance adolescente, aqui nós temos uma protagonista confiante de si (até certo ponto), um quaterback famosinho na escola mas zero perfil hétero top (o que também já começou a se tornar um novo padrão, a desconstrução do cara popular, do babaca para o legal), um ambiente escolar normal, a protagonista não sofre, atualmente, de nenhum trauma muito sério que foi criado durante seu último ano no colégio, ela também é “acima do peso” e a autora trata do assunto com tanto carinho que chega a ser um abraço da sua melhor amiga sempre que voltava para o mesmo tópico.

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O que me surpreendeu nesse livro é que é um livro bem dia-a-dia, acredito que o meu “trauma” de sempre esperar que algo ruim acontecesse me deixou meio receosa com o decorrer da história, mas os personagens são tão sinceros que do meio para o fim não tinha porquê duvidar que algo daria, de fato errado, até a Lana, que é o protótipo de mean girl que gosta de humilhar os outros para se sentir bem, teve um desenvolvimento agradável e não forçou a barra do “garota má que na verdade é legal”, ela não perdeu a essência, continuou ácida até o final da história, mas não teve momentos humilhantes entre ela e Ariel.

Outra coisa interessante da história é que o livro é REPLETO de referência fácil de assimilar, sério, e se você for um Rhys e não conhecer quase nada dos clássicos do cinema, pode anotar todos os títulos indicados pela Ariel no decorrer da história, temos: Dirty Dancing, Diário de uma Princesa, ACOTAR (alerta para os nomes dos personagens principais, eu sei que o Rhys e o Az são os seus favoritos, Cookie, deu para perceber na sinopse do seu livro já), North and South (foi a única indicação que eu ainda não tinha visto, então resolvi ir atrás porque segundo a autora é melhor que Orgulho e Preconceito e eu preciso provar isso), os Vingadores e entre outras.

Importante ressaltar que eles também abordam sobre: saúde mental dos adolescentes, a pressão que passam no último ano do colégio, a escolha de uma faculdade, o início de uma carreira, primeiro amor, amor não correspondido, amizade sincera, a influência da popularidade e um relacionamento familiar super saudável (tanto os pais e o irmãozinho do Rhys quanto a mãe da Ariel), é sério, esse livro foi totalmente uma caixinha de surpresa.

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Alerta de SPOILER

No final do livro a Cookie deixa uma playlist especial para escutar assim que termina uma leitura e também as receitas completas de TODAS as receitas que a Ariel faz durante a história, o que me deixou extremamente feliz e já anotei tudo para relembrar.

Então se você está afim de ter um leitura em inglês que seja proveitosa e não dê dor de cabeça no final das contas, Cupcake da Cookie O’Gorman é uma ótima escolha. Atenção editoras brasileiras, gentileza, traduzir essa obra de arte porque a autora merece o reconhecimento internacional.

*os créditos da foto da capa desta resenha são da Valerie do @StuckInBooks

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Autor do Post:

Barbara Sales

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A dorameira que, de vez em quando, se perde na lista de dramas, mas que sempre está adicionando coisas novas. Aprendiz da Corvinal, gosto de ler uns livros aqui e acolá e, raramente, escrevo sobre. Amante de fantasias e romance (não necessariamente na mesma ordem).

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