CRÍTICA | Pacificador emociona, diverte, surpreende e se torna uma das melhores séries da DC

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Com uma abertura memorável e uma trilha sonora icônica, Pacificador estreou na HBO MAX em janeiro deste ano e conquistou uma legião de fãs, surpreendendo, emocionando e garantindo boas gargalhadas, a produção já se tornou uma das melhores séries em live action da DC Comics.

Dirigida e escrita por James Gunn, que também dirigiu O Esquadrão Suicida (o único que existe, vamos combinar assim?), Pacificador mantém a essência do filme caótico e sangrento, dentro dos limites de uma série, a produção explora o passado doloroso do anti-herói com o auxílio de um roteiro bem estruturado e pontual em seus diálogos.

Na série, John Cena retorna como o Pacificador e vemos ser novamente convocado para uma força tarefa, só que dessa vez improvisada do governo, sem o consentimento de Amanda Waller (Viola Davis), para tentar impedir uma ameaça que coloca em risco a vida de muitos. Além de seus deveres patrióticos, o Pacificador também enfrenta seus problemas familiares, enfrentando seu pai (Robert Patrick), um homem extremamente frio e preconceituoso. O time de Waller, composto por John (Steve Agee), Leota (Danielle Brooks) e Emilia (Jennifer Holland), auxilia o anti-herói a tomar as decisões corretas enquanto usa inteligência governamental para tentar salvar os cidadãos americanos. Pacificador também recebe a ajuda do Vigilante (Freddie Stroma), um herói com a habilidade de se recuperar rapidamente de ferimentos.

Em apenas 8 episódios John Cena se consagra como uma das figuras mais marcantes da nova fase do DCEU, brilhando tanto em seus momentos mais dramáticos como naqueles que exigiam mais do seu carisma e seu lado cômico. A surpresa vem com um desenvolvimento condizente com a proposta do personagem. É claro que ele ao fim não deixa de ser a “pessoa que mata pela paz”, no entanto, nossa perspectiva sobre o personagem se amplia, dando um novo parâmetro para a audiência que agora o enxerga de uma forma mais complexa.

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Todo arco do seu passado nos entrega um personagem que é atormentado pelo passado. O uso de flashbacks, de forma bem pontual, confirma os fantasmas de seu passado. Enfatizando que matar não é tão fácil como ele faz parecer ser, a solidão o assombra entregando uma vulnerabilidade que  faz com que Pacificador seja um personagem mais fácil de se gostar.

O elenco em si foi uma escolha muito sábia do diretor, compondo uma equipe nada convencional (especialidade de Gunn), os atores compartilhavam uma química perceptível desde do primeiro episódio, criando vínculos entre si que aumentaram gradativamente até o episódio final. Ainda assim, Stroma rouba a cena em diversos momentos através do conflito entre a sua naturalidade em ser “inocente” e seu sadismo com mortes e violência. 

Com a ajuda do roteiro (brilhante por sinal), a força-tarefa protagonizava diálogos surreais (no melhor sentido da palavra), caminhando em uma linha tênue, em nenhum momento as falas soam ofensivas, por mais bizarras que sejam. Talvez, a maior parte da culpa seja da personalidade do personagem que dá esse aval para rir da cara do politicamente correto e ainda nos fazer concordar com ele. De piadas zoando membros da Liga da Justiça a comentários pessoais sobre seus novos colegas, o anti-herói surpreende com o inusitado, nos fazendo chorar de rir com as surpresas que saem pela sua boca.

Todavia, há de ressaltar que Gunn não se limitou apenas a diálogos engraçados. A série conseguia inserir naturalmente alguns debates muitos importantes, através de discursos mais elaborados ou uma conversa mais casual, a trama aborda assuntos que englobam política, preconceitos seja de acordo com a orientação sexual ou raça, trazendo o absurdo à tona sem desvincular com nossa realidade.

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Pacificador entregou em apenas 8 episódios uma história realmente divertida de se assistir, alternando entre o drama, a comédia e a ação de filmes de “super-heróis”, a produção abre portas para que a DC se aventure em explorar outros personagens não são tão conhecidos assim em produções com selo HBO MAX, deixando os personagens “A” para os filmes, entregando apenas aquelas participações especiais que fazem nossos corações pularem de alegria, e expandindo o universo com heróis/vigilantes que carregando em si um potencial a ser explorado.

A 2ª temporada já foi confirmada e a 1ª está disponível na HBO MAX.

Nota: 5/5

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Autor do Post:

Ludmilla Maia

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25 anos. Criadora e uma das fundadoras da Tribernna, escrevo pra internet desde 2016. Amo podcast como amo cultura asiática e heróis. Nas horas vagas, concurseira e bacharel em direito.

Um dia eu te conto o que significa o nome “Tribernna”.

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