CRÍTICA | “O Projeto Adam” garante uma diversão emocionante

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Filmes com viagem no tempo sempre são uma boa e arriscada pedida. Seja ela sendo levada mais a sério, com arcos dramáticos e os perigos da tecnologia futurística como em Interestelar, ou seja ela mais leve, com uma pitada de comédia, as vezes um romance, como em De Repente 30. O Projeto Adam se aventura entre essas duas possibilidades que a viagem no tempo nos dá no audiovisual, cheio de referências e com o carisma de Ryan Reynolds o filme é uma deliciosa surpresa.

Com a direção de Shawn Levy, mesmo diretor de (alguns episódios de) Stranger Things, o filme conta com grande elenco, além de Reynolds, traz no núcleo principal Mark Ruffalo, Jennifer Garner, Zoe Saldana, Walker Scobell e Catherine Keener.

O Projeto Adam aborda a vida de Adam Reed, em diferentes épocas de sua vida. Nos presenteando com o encontro de seu eu do futuro de 2050 com uma versão mais nova em 2022, o filme se encaminha para uma jornada emocional, rumo a consertar o futuro e fazer as pazes com o passado. 

É incontestável que o grande fator para que o filme tenha funcionado tão bem foi a química entre Reynolds e Scobell, que viveram o Adam de 40 e 12 anos, respectivamente. O humor característico de Reynolds está mais dosado nesse longa, coberto por uma casca grossa de dores reprimidas, e é aí que Scobell entra, sendo uma versão mais solta e espontânea do seu “eu” adulto. Ao mesmo tempo que ambos compartilham da mesma personalidade, se completam em suas lacunas. Reynolds se vê em uma versão mais fragilizada, enquanto Scobell tenta resgatar o coração que o Adam do futuro tentou esconder. O mais interessante é que a versão criança tem uma inteligência emocional mais evoluída do que a versão adulta, é algo a se pensar, não é mesmo?

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Diante de toda essa dinâmica entre os dois, que nos guiam para uma jornada emotiva, engraçada e dramática, o filme também acaba nos rendendo cenas de ação futurísticas que não são de jogar fora. Apesar de causar estranheza em determinados momentos com seus efeitos especiais, O Projeto Adam consegue criar uma atmosfera única dentro de vários clichês e referências, construindo sua assinatura como uma homenagem aos filmes do mesmo gênero. De naves espaciais a armas futurísticas, Reynolds e Saldana exibem toda a gloriosa vantagem de ser um funcionário da Marvel, confortáveis em cenas que exigiam mais ação e nos dando mais credibilidade [mesmo que os efeitos tentassem tirar isso].

O filme, apesar de aparentar ter um grande orçamento, não deve ser tão levado tão a sério assim.. ao menos quando falamos de viagem no tempo. Se você engoliu toda baboseira de Vingadores – Ultimato, O Projeto Adam será moleza. Se prestarmos atenção bem atentamente há muito do que se discutir sobre as divergências sobre as leis de viagem no tempo. No entanto, Ryan Reynolds é capaz de convencê-lo que aquilo faz sentido, e quando você aceita isso o filme se torna mais divertido ainda.

Quanto ao drama, o filme acerta em cheio! Ryan consegue explorar um lado que não vemos muito nos filmes. Deixando um pouco do seu humor sarcástico do lado, seu personagem ganha uma segunda chance e em, literalmente, todas as cenas que culminaram para sua paz interior fazem o espectador derramar lágrimas instintivamente. Ryan e Ruffalo encerram a história com uma conversa emocionante, enquanto Garner traz o outro lado da perda: viver e lidar com ela. Toda finalização do longa é igualmente poética, traindo um pouco o lado mais scifi e trazendo a misticidade do amor e destino, o filme consegue uma conclusão agradável.

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Apesar desse texto parecer que o filme é mais dramático do que tudo, ressalto que destaquei apenas os momentos mais intensos e memoráveis da trama. Como um todo O Projeto Adam é realmente um filme divertido, com seus dramas em momentos cruciais, o longa explora mesmo em criar uma produção para toda a família e a todos os gostos. Seja você criança ou adulto, que goste ou não de filmes scifi, é possível que esse filme consiga te cativar de alguma maneira, seja pela história pessoal dos personagens ou pela atmosfera criada. 

Nota: 4,5/5

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Autor do Post:

Ludmilla Maia

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26 anos. Criadora e uma das fundadoras da Tribernna, escrevo pra internet desde 2016. Amo podcast como amo cultura asiática e heróis. Nas horas vagas, concurseira e bacharel em direito.

Um dia eu te conto o que significa o nome “Tribernna”.

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