RESENHA | A saga O Vampiro Rei é uma viagem ao futuro do Brasil distópico enfestado de vampiros e guerreiros

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A saga O Vampiro Rei escrita pelo mestre das histórias de vampiros, André Vianco, é constituído de 4 livros, uma trilogia, Bento, Bruxa Tereza e Cantarzo, e um livro de origem, A Noite Maldita, em que narra a história de quando repentinamente metade da população simplesmente adormece, não morrem, apenas adormecem, toda tecnologia é dizimada, rádio, televisão, celular, tudo inutilizável, sem ter como se comunicar, a sociedade entra em colapso, e para piorar a situação, algumas pessoas que não foram amaldiçoadas com a hibernação, se transformaram em vampiros predadores.

 SagaO Vampiro Rei pela editoraNovo Século

No primeiro livro, Bento, vemos uma sociedade se reerguendo através de pequenas cidades cercadas por grandes muros (alô Attack on Titan) para afastar os vampiros, e essas cidades são protegidas pelos Bentos, que são pessoas que acordaram da hibernação com poderes e habilidades de luta. O livro começa com o despertar do 30° bento, que segundo a profecia, seria o Bento salvador do mundo.

“Tinha se lembrado de amnésia, do AVC, mas não lembrava a porra do nome. Sorriu nervoso. Palavrão lembrava, mas o nome, não.”

No livro 2 da trilogia, Bruxa Tereza, os vampiros ganham uma aliada, a bruxa que trouxe esse mal ao mundo, a causadora de todo esse caos. A luta contra os vampiros se intensifica, os bentos ficam em desvantagem, a guerra se generaliza, a fantasia toma conta do enredo, cada frase do livro mostra uma cena épica de lutas, mortes e mudanças de lado.

No livro 3, Cantarzo, o livro explora mais os lados dos vampiros, nos apresentando ao futuro Vampiro Rei, mostra as viagens dos bentos e vampiros pelo Brasil, de norte a sul, explorando toda a extensão do nosso país, é neste livro que a batalha do bem contra o mal realmente acontece, com a profecia se concretizando e os bentos saindo em vantagem nas lutas, porém, por pouco tempo, com final alucinante e conclusão de explodir cabeças

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No livro de origem, A Noite Maldita, é o início do caos e da desordem, gente adormecendo sem motivos, a perda da comunicação, da tecnologia e a aparição de vampiros. A experiência fica melhor, se a saga for lida nessa sequência, porque na Noite Maldita, conhecemos o início das histórias dos personagens já estabelecidos na saga

Vampiro Rei é uma saga grande, que envolve todo o Brasil e o mundo, envolve descrença, criação de uma nova sociedade, guerras, e tudo que uma boa história de fantasia tem para nos oferecer, André Vianco se superou nessa saga e mostrou que é possível uma história épica e fantasiosa acontecer no Brasil, e mais, ele soltou em uma entrevista que logo logo chega a continuação do livro A Noite Maldita, ficaremos ligados.

 

 

“Não queria ninguém lhe apontando o dedo na rua. Não queria ser discriminado na corporação só porque sua alma não distinguia gêneros. Desde cedo ele sabia que amava meninos e meninas. Ele se encantava com um sorriso, uma gentileza, e não com rosa ou o azul. Cássio tinha medo porque amava as pessoas. Amava as pessoas.”

Autor do Post:

Gilcimar Santos

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Estudante de Jornalismo, que adora escrever o que pensa. Consumidor assíduo de cultura pop e filmes de terror, com personalidade baseada na mistura de Fernando Pessoa e Edgar Allan Poe. Quero Café!

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